sexta-feira, 6 de junho de 2014

Resumos Sociologia 1º médio 2014 (2º trim)


Aulas 1/2. O que é cultura? Sentidos e conceitos.

• Cultura: O conjunto acumulado de símbolos, ideias e produtos materiais associados a um sistema social, seja uma sociedade ou uma família.

• Cultura:
o Material – Tudo o que é produzido materialmente pelo ser humano.
o Imaterial – Símbolos, ideias, crenças, valores e normas.

• Cultura não é qualquer ideia ou atividade, é algo que transcende, vai além dos indivíduos.

• A origem da palavra cultura vem do latim cultus, que significa ao mesmo tempo, a cerimônia religiosa de homenagem a uma divindade e o cultivo da terra.

• Com o tempo, cultura passou a ser entendida como aquilo que se obtém com esforço, cuidado e determinação, cultivar passou a significar o aperfeiçoamento em relação a uma ação.

• A partir do Iluminismo dos séculos XVII/XVIII, a palavra cultura significava o cultivo abstrato de ideias, popularizando-se como o conjunto de princípios e conhecimentos que os homens são capazes de acumular.

• Nesse sentido, cultura passou a simbolizar status intelectual, desejo da ascendente burguesia, vide as grandes bibliotecas e coleções de obras de arte dos burgueses europeus.

• A expansão do nacionalismo europeu dos séculos XVIII/XIX contribuiu para mudar o sentido da palavra cultura, que passou a ser um conjunto de tradições e hábitos com os quais as pessoas se identificavam, nascia então a ideia de uma cultura nacional.

• Conceitos relacionados:

o Pluralismo cultural – Processo pelo qual culturas diferentes coexistem mantendo sua identidade. O Brasil é um grande exemplo disso.
o Aculturação – É quando uma cultura domina outra cultura mais fraca. Há inúmeros exemplos na história: o império romano, a expansão ibérica, os EUA,…
o Relativismo cultural – Cada cultura deve ser entendida em seus próprios termos, não sendo possível considerar uma cultura melhor ou pior do que a outra.
o Etnocentrismo – É uma visão de mundo na qual o nosso grupo social é considerado o centro de tudo, é o critério de julgamento dos outros. É a única cultura certa, boa, ideal. Podemos citar como exemplos igrejas, partidos políticos e clubes esportivos.

• Para um aprofundamento do tema ver Apostila 2, páginas 2 a 9.

Aula 3. Símbolos culturais.

• A análise sociológica dos seres humanos enfrenta um dilema: conciliar a unidade biológica com a diversidade cultural.
• Para entendermos melhor essa característica é preciso analisarmos as formas de comunicação baseadas na distinção conceitual entre sinais e símbolos.

• Comunicação através de:

o SINAIS – Orgânica, inata, geneticamente transmitida, fixas. Os animais se comunicam desta forma.
o SÍMBOLOS – Adquirido culturalmente com a socialização, convenção social, é variável, depende das características culturais do grupo.

• A oposição entre sinais e símbolos não é total nem absoluta, o homem produz cultura e é produzido por ela. Nós também usamos sinais para nos comunicar, por exemplo: o choro de um bebê é um sinal de que algo o incomoda, porém a resposta da mãe ao choro é algo cultural, depende das convenções sociais do local aonde mora.


• NATURAL --------------------------- CULTURAL
(convivência, interação social)

• Podemos encontrar símbolos culturais:























Aula 4. Cultura brasileira: diversidade e conflitos.

• Quando se fala de cultura no Brasil costuma-se levantar uma importante questão: Existe uma cultura dominante ou genuinamente brasileira?

• Algumas características fundamentais da sociedade atual:

o Urbana, industrial e capitalista.
o Divisão social e especialização do trabalho.
o Hierarquização social.
o Relações de poder, de domínio.

• O senso comum e até mesmo as ciências sociais fazem uma distinção entre cultura erudita e cultura popular.
o Cultura Erudita – De elite, mais refinada, de bom gosto, melhor, especial.
o Cultura Popular – De massa, mais rústica, de mau gosto, pior, vulgar.

• Essa classificação aplicada à cultura brasileira pode ser entendida de modo diverso, invertendo os valores:
o Cultura Erudita – Artificial, decadente, restrita.
o Cultura Popular – Autêntica, nacional, ampla, pura.

• Há nesse caso uma uniformização indevida, pois não existe apenas uma única cultura popular, em um mesmo universo social coexistem várias culturas.

• Porém, mesmo nesse ambiente cultural múltiplo, existe algo que uniformiza, torna tudo homogêneo: a Publicidade, com isso tudo tem mais ou menos o mesmo valor, o valor de mercado.

• Quando falamos de uma cultura nacional brasileira, estamos usando referências de valor das classes dominantes. Ao analisarmos a história cultural do Brasil podemos perceber o quanto a afirmação acima é válida.

• Houveram várias tentativas de criar uma unidade cultural, uma “etnia” brasileira, todas elas partiram das classes detentoras do poder, um dos exemplos mais claros foi no início do século XX, com a Política de branqueamento da população, posta em prática com incentivos à imigração européia e japonesa, buscando um “perfil racial” que fosse mais próximo dos países considerados modernos, desenvolvidos, os EUA e os europeus ocidentais.

• Um dos grandes desafios da sociologia brasileira foi a construção simbólica da identidade cultural brasileira, quem somos nós? O que é ser brasileiro? São algumas questões que os sociólogos buscam responder.



Aulas 5/6. Análise de ambientes culturais: a família.

• Modelo tradicional de família: pai, mãe e filhos.

• Aspectos importantes para a manutenção da família tradicional: fidelidade, exclusividade, garantia de propriedade.

• Podemos conceber a instituição familiar como:

o Organização natural – Se é algo natural, então qualquer forma diferente da tradicional é “anti-natural”, ou seja, errado.

o Determinação divina – A família é obra de Deus: “o que Deus uniu o homem não separa.” Qualquer forma diferente pode ser considerado ‘pecado”.

o Produto histórico-cultural – A família não é natural, nem divina, mas algo construído culturalmente, cada sociedade adota aquilo que é conveniente para sua cultura.

• Funções:
Transmissão dos padrões culturais vigentes.

Desenvolvimento físico, psíquico e social.

Absorção e manutenção de valores ideológicos.(*)

• Influências:
Fatores econômicos. Ex: a mulher no mercado de trabalho.

Meios de comunicação de massa. Ex: exposição constante na mídia.

Instituições educacionais. Ex: aprendizagem cada vez mais precoce.


• Segundo o psicanalista francês Jacques Lacan (Paris, 1901 – 1981), a família preside os processos fundamentais do desenvolvimento psíquico através de três mecanismos básicos.

• A 1ª educação:
Os pais são os modelos de comportamento.

Os adultos tem poder sobre as crianças. (Autoridade).

Dependência física e psicológica quase total.

• Aquisição da linguagem:
Ferramenta imprescindível.

Possibilita a compreensão da realidade.

Ao nascer, a mãe é o mundo.

• A repressão do desejo:
Tempo de espera para a satisfação dos desejos.

Limites impostos pela realidade, lidar com as frustrações.

Repressão dos impulsos agressivos e eróticos.

Aulas 7/8. Análise de ambientes culturais: a escola.

• Instituição social que faz a mediação entre o indivíduo e a sociedade. Com a educação a criança se humaniza, se socializa, aumentando assim sua autonomia.

• Evolução da escola:

Antiguidade – O meio social educa, aprende-se fazendo.
Idade média – Escola para as elites, religião e poder
Idade moderna – Ainda elitistas, porém mais técnicas.
Revolução industrial – Universalização do ensino, preparo para o trabalho.
Atualmente - Preparação visando suprir as necessidades sociais.


• Principais problemas:

• O abismo entre a escola e o meio social.

o Ao buscar a proteção das crianças e dos jovens contra os perigos sociais, a escola substitui a realidade social por uma realidade escolar fechada, criando um distanciamento do cotidiano.
o Com este modelo, a escola forma uma pessoa passiva perante o seu meio social, que não sabe aplicar os conhecimentos aprendidos para entender e atuar no mundo.


• A discutível utilidade do saber escolar.

o Segundo as teorias pedagógicas, o lugar social que o indivíduo ocupará na sociedade depende do grau de cultura que adquirir, atestando o saber através de diplomas, que se tornam passaportes para a vida social.
o O grau de cultura adquirido pela pessoa depende do lugar social ocupado por sua família, depende de sua classe sócio-econômica.
o Em muitos casos há um problema metodológico significativo: algumas escolas ensinam as respostas sem que se tenha feito perguntas, não há o estímulo para os alunos aprenderem a perguntar. Saber é perguntar e conhecer respostas.


• Como preparar os alunos para a vida real?

o A escola acredita que ao ensinar a cultura acumulada pela humanidade, conseguirá desenvolver nos alunos o que neles há de melhor.
o A escola cria indivíduos à imagem e semelhança dos valores sociais dominantes.
o A família ficou apenas com a formação moral de seus filhos, a escola vem substituindo as famílias na orientação para a vida sexual, profissional, social.
o As regras e normas não podem ser ensinadas como verdades absolutas, mas como “acordos sociais” para melhorar nossas relações.
o As rotinas escolares, as atividades e os conteúdos apresentados estão distantes da vida cotidiana dos alunos, que não vêem na escola qualquer utilidade para seu desenvolvimento.
o Apenas o discurso da sociedade e a exigência do diploma na hora de obter um emprego melhor lhes dão a certeza de que é preciso insistir.
o A vida escolar deve estar articulada com a vida social, é preciso injetar realidade na escola.
o Ignorar as diferenças é trabalhar para aprofundá-las.
o Valores básicos na sociedade capitalista como liberdade individual, autonomia, criatividade e capacidade de tomar decisões exigirão da escola uma abertura em seu conservadorismo e autoritarismo.
o Nem todos os conhecimentos escolares têm aplicação imediata, são úteis porque desenvolvem a possibilidade de reflexão e aumentam nossa compreensão sobre a realidade que nos cerca, que deve ser a finalidade principal da escola.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Resumos Filosofia 3º médio 2014 (2º trim)


Aula 1. Introdução à Estética.

Estética: Do grego “aisthesis”, que quer dizer percepção sensível. É a ciência que estuda o belo e as artes.

• Conceitos:

o Sensibilidade – Capácidade de sentir e de perceber de forma sensível a realidade que nos cerca.
o Beleza – Qualquer coisa que provoque um prazer sensível, prioritariamente visual.
o Juízo de gosto – Capacidade de julgar algo belo.

• As qualidades das coisas são objetivas, as formas de perceber e de valorar são subjetivas

• Problema: Quais são os critérios que usamos para julgar algo ou alguém belo?

• Exemplos: valor material, utilidade, perfeição, prazer,…

• Concepções de arte:

o Artes e ofícios – Conjunto de procedimentos que permitem produzir algo, utilidade técnica. por exemplo: a arte médica, artesanato,…

o Belas artes – Têm por objetivo produzir e/ou representar a beleza. Utilidade de admirar algo belo. Por ex: música, pintura, …

• As sete artes clássicas:

o Pintura, escultura, poesia, música, teatro, dança e arquitetura (depois, o cinema).


Aula 2. A reflexão estética.

• “ O artista é aquele que fixa e torna acessível aos demais humanos o espetáculo de que participam sem perceber.” (Merleau-Ponty, França, 1908-1961).

• Pólos da atividade artística e principais características:

o AUTOR: Inspiração, ideia, sensibilidade e criatividade.
o OBRA DE ARTE: Mediação, representação, provocação, beleza.
o PÚBLICO: Contemplação, sensibilidade, entendimento, juízo de gosto.

• Questões relacionadas às características de cada parte envolvida na atividade artística:

o Que tipo de sensibilidade um artista deve ter ao criar uma obra de arte?
o Uma obra de arte contém beleza em si mesma, independente do público?
o Ao admirar uma obra de arte o que é mais importante? A sensibilidade ou o entendimento?

• A Criatividade pode ser entendida de duas formas:
o Senso comum - Dom especial, inato ao gênio criador.
o Psicologia/Filosofia – Capacidade de reestruturar o modo de compreender as coisas.

• Critérios para julgar uma ideia criativa: abrangência, novidade, relevância.

• A partir da criação da fotografia, do cinema e mais tarde da TV, surgem novas linguagens que subvertem as normas tradicionais, tornando mais difícil diferenciar o que é e o que não é arte.

Aula 3. Os grandes temas da Estética.

• A Estética, ou filosofia da arte possui três núcleos principais de investigação:

1. A relação entre Arte e Natureza.

• Nesta relação podemos entender a arte como:

o IMITAÇÃO – A arte imita a natureza. (Aristóteles).
A arte submissa à realidade e às regras.
O valor está na reprodução fiel ao original.

o CRIAÇÃO – A arte liberta-se da natureza.
A obra deve expressar sentimentos e emoções.
O valor está na inspiração, na originalidade e na genialidade.

o CONSTRUÇÃO – A arte subordina, determina a natureza.
A arte dá novos significados à realidade.
O valor está no sentido cultural, social.

2. A relação entre Arte e os seres humanos.

• Nesta relação podemos definir a arte como:

o CONHECIMENTO – A Arte como revelação da verdade.
É a via de acesso ao Universal.
Objetivo: conhecer algo ou direcionar uma atividade.

o ATIVIDADE PRÁTICA – Produção baseada no raciocínio.
É a forma mais sublime da técnica.
Objetivo: produzir algo.

o SENSIBILIDADE – Percepção que agrada desinteressadamente.
É a perfeição da sensibilidade.
Objetivo: a fruição prazeiroza da beleza.

3. Finalidades e funções da arte.

o FUNÇÃO PEDAGÓGICA – Meio para a educação moral da sociedade.
Fonte de inspiração religiosa.
Função de crítica social e política.

o ARTE COMO EXPRESSÃO – Revelação e manifestação da realidade.
Mostra outras dimensões do real.
É uma unidade simbólica e alegórica.


Aula 4. O pensamento político de Nicolau Maquiavel (1469-1527).

• Viveu intensamente os conflitos políticos de sua época, foi chanceler e embaixador de Florença numa Itália dividida em vários reinos e principados.

• Sua principal obra é “o príncipe” (1513-1516), que basicamente é um manual sobre como se deve governar as massas.

• Maquivel parte da política real de seu tempo, não da ideal.

• Críticas às ideias:
o Fundamento da política – Deus, a natureza ou a razão.
o Objetivos da política – O bem comum e a justiça.
o A boa política se faz com um príncipe virtuoso.

• Principais ideias:
o Não se pode contar com a boa vontade do homens, pois todos são egoístas e ambiciosos.
o A política é um fim em si mesmo.
o Se puder exerça o bem, mas deve-se saber usar o mal quando necessário.
o O objetivo da política é a tomada e a manutenção do Poder.
o A política é a lógica da força (virtú – virtude).
o “Os fins justificam os meios.” (finalidade principal: a estabilidade política).
o Maquiavel separa política de ética e direito.
o Sua filosofia expressa a realidade interna do poder.
o Governar é fazer acreditar.

Aula 5. A filosofia política de Thomas Hobbes (Inglaterra, 1588-1679)

• Formado em Oxford, esteve exilado na França durante a ditadura de Crownwell, conheceu Galileu, foi contemporâneo de Descartes e secretário de Francis Bacon.

• Sua principal obra: “O Leviatã”, publicada em 1651.

• Hobbes reuniu ideias do Racionalismo e do empirismo, partilhava do mecanicismo, rejeitando explicações metafísicas.

• Conceitos importantes:

1. Estado de natureza – Condição dos homens anterior á formação da sociedade civil.

2. Direito natural – É a liberdade que cada homem possui para usar seu próprio poder para a preservação de sua vida.

3. Estado – Homem artificial formado pela união de uma multidão em uma só pessoa, um soberano que representa a união das vontades da multidão.

• Teses de Hobbes:

1. Os homens são por natureza iguais, tem os mesmos desejos, procurando superar-se reciprocamente, tornando-se egoístas e violentos, capazes de qualquer coisa para conseguir seus objetivos.
2. No estado de natureza a vida humana é miserável, pois não há garantia nenhuma de sobrevivência e nem da satisfação dos desejos, é a guerra generalizada de todos contra todos. “O homem é o lobo do homem.”
3. A única maneira de garantir a vida humana e a satisfação pessoal é através da renúncia dos homens ao direito natural em favor de um poder suficientemente forte para garantir os pactos.
4. A sociabilidade humana não é natural, só é alcançada através de um pacto ou contrato em que a multidão confere força e poder absoluto a um soberano, com o objetivo de assegurar a paz e a prosperidade do grupo, formando assim o estado (o Leviatã – monstro bíblico).

• As teorias de Thomas Hobbes serviram de base para o Absolutismo europeu, muitos monarcas viram em suas ideias a justificativa racional para a centralização excessiva do poder em suas mãos.

Aula 6. As ideias políticas de John Locke (Inglaterra, 1632-1704)

• Viveu na Inglatera durante o conturbado século XVII, períiodo de governo da dinastia Stuart, neste período ocorre a guerra civil, o governo de Cronwell e a revolução gloriosa.

• Todo o século XVII ficou marcado pelos constantes conflitos entre a autoridade real e a autoridade do parlamento, além de conflitos religiosos entre católicos e protestantes.

• Principal problema político enfrentado por Locke = dar legitimidade às aspirações da burguesia ao poder político contra a influência da nobreza e do clero.

• Principais obras: Carta sobre a tolerância, os dois tratados sobre o governo civil e o ensaio sobre o entendimento humano.

• Conceitos:

1. Estado de natureza – Condição dos homens anterior á formação da sociedade civil, os homens nascem livres e iguais, todos tem o poder de punir os que forem contra o direito natural. ( este poder é necessário, pois os homens tendem a beneficiar a si mesmos e aos seus amigos e parentes).

2. Direito natural – Os homens tem naturalmente o direito a vida, a liberdade e a propriedade; estes bens necessários são válidos desde que sejam conseguidos através do trabalho, ou seja, o trabalho é a origem e o fundamento da propriedade.

3. Estado – Formado a partir de um contrato ( ou pacto) entre homens livres e iguais criando uma força coletiva para a execução das leis naturais.

• Para Locke as funções do Estado são:

1. Garantir o Direito natural, em especial a propriedade. ( esta ideia dá origem ao Liberalismo, nele o Estado deve respeitar a liberdade econômica dos proprietários).

2. Servir de árbitro dos conflitos da sociedade civil através da lei e da força.

3. Garantir a liberdade de consciência, ou seja, de pensamento, incluindo aí a tolerância religiosa.

• Esta teoria acaba por transformar o soberano no agente executor da soberania do povo, que tem o direito de se rebelar contra um eventual governo tirano.

• As ideias de Locke influenciaram os iluministas da Revolução francesa e os revolucionários norte-americanos que lutaram pela independência dos E.U.A.. Suas teses estão na base das democracias liberais.

Aula 7. A teoria política de Jean-Jacques Rousseau (Genebra, 1712-1778)

• Nasce na Suíça em uma família protestante, sua mãe morreu no parto e seu pai o abandonou aos dez anos, passa a levar uma vida errante, seu maior prazer eram os livros.

• Conviveu com os filósofos franceses Condillac e Diderot e com o inglês David Hume.

• A partir dos 45 anos começa a manifestar sinais claros de desequilíbrio mental, com sinais claros de desequilíbrio mental ( mania de perseguição), escreve suas obras com enorme carga emocional.

• Principais obras: Discurso sobre as ciências e as artes, Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens, Nova Heloísa, Emílio, O contrato social.

• Conceitos e idéias:

1. Estado de natureza – É um estado de plena felicidade, aonde os homens vivem de forma pacífica e independente, praticando uma bondade natural (idéia que deu origem ao mito do bom selvagem).

2. Para Rousseau, a corrupção humana começou com o advento da propriedade privada e com a instituição da sociedade. A sociedade em geral é marcada pela insegurança e pela violência, por causa das disputas por riquezas e poder.

3. A solução deste problema seria a realização de um contrato social, aonde os homens renunciariam ao seu poder em favor da Vontade geral, que é a união das vontades individuais em torno de interesses em comum.

4. Estado civil – É uma associação de homens livres formando um corpo coletivo, moral, que obedece as leis que prescreve para si mesmo. O governo nada mais é do que a expressão física desta vontade geral.

5. Segundo Rousseau, só a soberania popular é absoluta, perfeita e legítima. Porém, para que a população possa exercer este poder de forma adequada precisa necessariamente ser instruída, logo, no Estado de Rousseau, a educação exerce um papel fundamental.

Resumos Filosofia 2º médio 2014 (2º trim)


Aula 1. Os filósofos pré-socráticos.

• Segundo os historiadores, a filosofia começou no início do século VI a.C., nas colônias gregas da Ásia menor (atual Turquia).

• A filosofia nasceu como uma Cosmologia, ou seja, com o conhecimento racional da ordem do mundo ou da natureza.

• A pesquisa filosófica na Grécia antiga se fazia através de “escolas”, que nada mais eram do que grupos de pensadores que compartilhavam ideias, dúvidas e costumes, em um verdadeiro centro de investigações.

• As cinco mais importantes escolas filosóficas da antiguidades eram:

1. Escola Jônica:

o Tales de Mileto – A água é a origem e a matriz de todas as coisas, tudo é um.
o Anaximandro – A substância primordial é o Ápeiron (infinito, indefinido), lei universal de justiça.
o Anaxímenes – O ar é o que move o mundo, transformações das coisas por condensação e rarefação.
o Heráclito de Éfeso – O mundo é um eterno devir, o fluso eterno de mudanças contínuas.

2. Escola Eleática:

o Parmênides de Eléia – O ser é, o não ser não é; distinção entre verdade e aparência.
o Zenão de Eléia – Nega a multiplicidade e o movimento, argumentos do absurdo, infinita divisibilidade.
o Melisso de Samos– O ser é infinito, incorpóreo e imutável, ele nega a experiência sensível.

3. Escola Itálica ou Pitagórica:

o Pitágoras de Samos – A substância das coisas é o número, a ordem é a perfeição.
o Filolau de Crotona – A forma geométrica das partículas determina a diversidade dos elementos.

4. Os físicos da pluralidade:

o Empédocles de Agrigento – O princípio do real é múltiplo, os quatro elementos, o amor une, o ódio separa, amor e ódio são forças cósmicas.
o Anaxágoras de Clazômenas – Há um princípio inteligível que é a causa da ordem do mundo, tudo é formado por partículas elementares (sementes).


5. Os atomistas:

o Leucipo de Mileto – O real é composto pela união e separação dos átomos, regida por uma razão necessária.
o Demócrito de Abdera – O ser é pleno, o não-ser é vazio, defende a ética e a felicidade, o respeito por si.


Aulas 2/3. Sócrates de Atenas (470 – 399 a.C.).

• Filho de um escultor (Sofronisco) e de uma parteira (Fenarete). As ocupações dos pais tiveram influência na sua atividade filosófica.

• Viveu durante o “Século de Péricles”, idade de ouro de Atenas. Aonde a democracia era o regime político vigente. Com a democracia direta, a função dos oradores na Ágora era fundamental.

• A principal função da educação grega era preparar o indivíduo para a vida pública, tornando-o um cidadão capaz de discutir sobre as questões da cidade.

• Os Sofistas eram professores de eloquência, bem remunerados, que se propunham a ensinar aos jovens o uso correto e hábil da palavra, não se importando se o que se falava era ou não verdadeiro, o objetivo era aprender a convencer os outros com suas ideias.

• Um dos mais importantes sofistas foi Protágoras de Abdera, cujo lema era: “O homem é a medida de todas as coisas.” Ou seja, são os seres humanos que inventam as verdades, logo ela é totalmente relativa, os valores humanos passam a ser meras convenções sociais.

• Ciência e missão de Sócrates:

o Xenofonte, um grande amigo de Sócrates fez uma consulta ao Oráculo de Delfos, perguntando: Qual o homem mais sábio de toda a Grécia? A resposta do Oráculo foi: Sócrates é o mais sábio.
o Ao saber disso, Sócrates estranhou a resposta: como posso ser sábio se tudo o que sei é que nada sei?
o Decide então investigar os atenienses para compreender a fala do Oráculo, questiona as pessoas que se julgam sábias e com maestria incomum, derruba argumentos e falsas ideias, demonstrando que os outros também não sabiam de nada, pois eles supõem saber algo que não sabem.
o Com ironia, Sócrates mostra às pessoas que elas ignoram a verdade, isso gera ódios e rancores contra ele. Os jovens da época entusiasmavam-se com esta prática.
o Sócrates se considerava encarregado da missão de despertar os homens para o conhecimento de si mesmos, sua pesquisa buscava descobrir a essência das virtudes e dos valores morais, buscava a verdade do conhecimento.

• O método socrático:

o Sócrates acreditava que a filosofia se faz através do diálogo, ele utilizava um método bem específico de dirigir suas investigações, constava de dois passos:
o A Ironia – Com o objetivo de eliminar as falsas opiniões, acabando com a ilusão de sabedoria.
o A Maiêutica – Parto de ideias, construção de novas ideias pelo diálogo.


• O julgamento de Sócrates:

o Com o passar dos anos, a atividade socrática passou a incomodar pessoas importantes de Atenas, em 399 a.C. foi levado a julgamento sob a acusação de corromper a juventude e de não acreditar nos deuses que a cidade acreditava.
o Durante o julgamento, narrado por Platão no texto: “a defesa de Sócrates”, o filósofo argumenta ao seu modo habitual, mas não consegue convencer a maioria da Assembléia e é condenado por uma margem pequena de votos.
o Condenado, é convidado a propor sua pena, ao que ele responde ser merecedor de prêmios e não de castigos, pois tornava os atenienses pessoas melhores.
o Sócrates foi condenado à morte por envenenamento com cicuta, aguardando a execução, ele se recusa a fugir, dizendo ser contra os seus princípios.


Aulas 4/5. Platão de Atenas (428 – 347 a.C.)

• Discípulo de Sócrates desde os 20 anos.

• Crítica à democracia ateniense após o julgamento de Sócrates.

• Escreveu 34 diálogos e 13 cartas, a maioria dos diálogos tem Sócrates como personagem principal.

• O conhecimento sensível é fonte de erro devido à natureza imperfeita, instável e corruptível da matéria.

• Os objetos e as ações humanas são limitados, não chegam a contemplar as ideias plenas e perfeitas.

• Platão divide a realidade em dois níveis:

1. O mundo sensível - material, cópia imperfeita

2. O mundo inteligível - Ou mundo das ideias, o reino das formas, o ser.

• Platão utiliza mitos e alegorias para demonstrar suas teorias, em seus diálogos três mitos são destacados:
o A alegoria da Linha dividida.
o O mito de Er, ou a teoria da reminiscência.
o O mito da caverna.

1. A alegoria da linha dividida:



2. O mito de Er, ou a teoria da reminiscência:

• Este mito, relatado no livro X da "República", conta a história de Er, um guerreiro que após morrer em batalha obteve permissão para voltar à vida, contando aos vivos o que se passava no além.
• Segundo ele, as almas passavam por um processo aonde poderiam escolher a vida que teriam na Terra, após a escolha, esta era gravada na alma, tornando-se assim o destino desta alma, após isso era necessário passar pelas águas do rio Lethe, para esquecer a escolha feita.
• Platão utiliza este mito para explicar nossa passagem pelo mundo das ideias e como não podemos fugir das consequências de nossas escolhas, devemos pois escolher sempre o bem.
• Como consequência disso, para Platão, conhecer é lembrar-se das ideias plenas e perfeitas que já contemplamos um dia, quando estivemos no mundo das ideias.

3. O mito da caverna:

• Um dos mitos mais conhecidos de Platão é o da caverna, segue abaixo um desenho com os elementos básicos do mito.












• Uma possível interpretação dos elementos:
o O cativo - somos nós, o senso comum.
o As sombras – a realidade física, aparente.
o O muro e os fantoches – a manipulação da realidade aparente.
o O fogo – a fonte artificial da realidade aparente.
o O mundo exterior – a verdadeira realidade, o mundo das ideias.
o O sol – é a ideia do bem, a fonte da verdade.
o O liberto – representa o filósofo, aquele que tem a coragem de olhar para outra direção, buscando a verdade e não se deixando guiar pelas sombras.

• O mito, ou alegoria da caverna representa o difícil caminho rumo ao conhecimento verdadeiro; libertar-se do mundo sensível e contemplar as ideias do mundo inteligível são as difíceis missões do filósofo, encarregado de ensinar essa tarefa aos homens.


Aulas 6/7. Aristóteles (Macedônia, 384 – 322 a.C.) – Vida e obra.

• Nasce na Macedônia, poderoso reino ao norte da Grécia.
• Ingressa na Academia platônica aos 17 anos, foi aluno de Platão por 20 anos, um dos mais brilhantes.
• Morte de Platão em 347 a.C., Aristóteles sai da Academia por discordar dos rumos que a escola estava tomando.
• Aos 41 anos torna-se preceptor do jovem Alexandre Magno, filho de Felipe II, coroado rei sete anos depois.
• Em 335 a.C. funda o Liceu em Atenas, o nome é uma homenagem ao deus Apolo.
• Produziu escritos de Lógica, Metafísica, Ética, Política e de várias outras áreas (economia, poética, física, história, matemática, biologia, psicologia,...)

O caráter sistemático e rigoroso de suas idéias o tornou a grande autoridade filosófica e científica dos medievais, ele era “o filósofo”, o construtor de uma teoria universal e permanente.

• PRINCIPAIS IDEIAS:

• A realidade é uma só, as formas das coisas são imanentes, ou seja, estão dentro delas, fazem parte da sua natureza.
• A Substância é o ser, é a realidade permanente.

• Devir (fluxo) :
Potência – Possibilidades reais. (ex: o mármore)
Ato – Realização de uma ou mais possibilidades. (ex: a estátua)

• A teoria das quatro causas:

o Material – A matéria física. Ex: a madeira/ os remédios.
o Formal – A idéia da forma. Ex: a forma da mesa/ o tratamento.
o Eficiente – O botão de“start” Ex: o marceneiro/ o médico.
o Final – A finalidade do ato. Ex: a utilidade/ a cura.

• A causa final de toda a realidade é o 1º motor. (se verificarmos a causa das coisas, e depois disso as causas destas causas e assim por diante, chegaremos até o infinito: a causa da causa da causa..... ; isto não é possível, logo deve haver uma primeira causa para tudo).

• O conhecimento para Aristóteles:


FORMAS SENSÍVEIS ----- SENSAÇÃO ----- MARCA ----- FANTASIA, MEMÓRIA, EXPERIÊNCIA


O conhecimento sensível é base para o conhecimento int

Resumos Filosofia 1º médio 2014 ( 2º trim)


Aula 1. Ética e moral.

• Em nossa vida vivemos ou presenciamos certas situações que nos afetam profundamente, como por exemplo:

o Nos indignamos com atos injustos.
o Sentimos vergonha, remorso ou culpa por um ato impulsivo.
o Nos emocionamos com atos de sacrifício, de heroísmo ou de dignidade.
o Sentimos horror diante da violência extrema.

• Todos esses sentimentos exprimem nosso senso moral.

Senso Moral: É um sentido interno do que seja bom ou mau, certo ou errado; todas as pessoas o possuem, independente de sua índole.

• Porém, existem situações que não apenas provocam sentimentos, mas exigem uma postura, uma decisão de nossa parte, como por exemplo:

o Uma pessoa querida está com uma doença incurável, vivendo por máquinas e sofrendo dores intoleráveis.
o Uma adolescente carente descobre que está grávida e não tem condições financeiras, físicas e nem emocionais para cuidar do filho.
o Um funcionário de uma grande empresa descobre que seu chefe, a pessoa que o contratou está roubando a firma, desviando dinheiro e cobrando propina dos fornecedores.

• A pergunta que se coloca nas três situações descritas acima é: o que fazer? Desligar ou não os aperelhos? (eutanásia) Fazer um aborto ou tentar criar o filho? Denunciar ou chantagear o funcionário corrupto?

• Situações como essas nos deixam em dúvida quanto a decisão a tomar, qual é a ação correta? Elas colocam à prova nossa consciência moral.

Consciência moral: É a capacidade de agir de acordo com os princípios morais que adoramos, é a chamada “voz da consciência”.

• A partir disso podemos analisar melhor as definições formais de moral e ética.

Moral: Conjunto de valores referentes ao bem e ao mal, ao certo e ao errado, válidos para todas as pessoas de uma comunidade, classe social ou um grupo de indivíduos.

Ética: Pode ser entendida como uma reflexão cujo objetivo é discutir e interpretar o significado e a importância dos valores morais, sendo chamada de “filosofia moral”.



Aula 2. Os valores.

• Em toda comunicação que fazemos estamos sempre nos referindo a algo, esta referência ocorre na forma de juízos, que podem ser afirmativos, negativos, interrogativos ou imperativos.

Juízos:

o De fato – Enuncia a constatação de algo.
(Ex: Alice é aluna do ETIP.)
o De valor – Enuncia o resultado de uma interpretação ou avaliação de algo.
(Ex: Alice é uma ótima aluna do ETIP.)

• Os valores expressam a maneira como nos relacionamos com o meio em que vivemos. “Dar valor é atribuir significados.”

Valores:

o Relativos – Os valores são criações culturais, dependem da relação das
pessoas com o mundo.
o Absolutos – São únicos, não dependem de nenhuma condição, por exemplo:
O bem, o belo, a verdade, a justiça, a felicidade,…

OBS: Os valores citados acima podem ser considerados absolutos, o que é relativo é como cada um os interpreta, cada pessoa tem sua visão de felicidade, mas o desejo por ela é universal. O mesmo ocorre com os outros valores.

• Os valores determinam nossas escolhas, ou seja, valor é a atitude de não indiferença, é você se posicionar a favor ou contra algo, é não ficar em cima do muro, é decisão!


Aula 3. As virtudes morais.

• Virtude:
o Do grego areté – significando excelência.
o Do latim virtus – significando força.

• Sentido geral: Capacidade ou habilidade para fazer algo.
• Sentido moral: Disposição firme e constante para a prática do bem.

• Tipos de virtudes:
o Físicas – Força, resistência, agilidade,…
o Intelectuais – Memória, criatividade, raciocínio lógico,…
o Teológicas – Fé, esperança e caridade.
o Morais – Coragem, moderação, calma, orgulho, honestidade, generosidade, justiça,…

• O oposto da virtude é o vício, podemos pecar por falta ou por excesso. Por exemplo, a falta de coragem é a covardia, e o excesso de coragem é temeridade.

• A virtude da Justiça segundo Platão:

o Texto-base: “A República”, livro II, parágrafos 17 e 18.
o Tema - Qual é a natureza e a origem da Justiça?
o Explicado através do mito de anel de Giges, que conta a estória de Giges, o lídio que encontrou um anel da invisibilidade, com o poder do anel ele seduziu a rainha, matou o rei e se tornou o novo soberano.
o Platão usa este mito para explicar a tendência humana à prática da injustiça.

• A injustiça:
o Fazer sem punição é o maior bem.
o Sofrer sem reação é o maior mal.

• Segundo Platão, a origem das leis está no medo das pessoas de sofrer injustiças.

• Se dermos liberdade total de ação para o justo e para o injusto, os dois tentarão levar vantagem sobre os outros, pois essa é a natureza humana.

• Conclusão: Ninguém é justo por vontade própria, mas por obrigação.


Aula 4. As paixões humanas.

• O ser humano é:
o Um animal racional, sua essência é pensar.
o Um ser de desejo, sua essência é querer.

• Desejo:
o Impulso, energia, vibração.
o Inclinação poderosa que leva à ação, apetite sensível.
o Implica sempre na falta de algo.
o Satisfação das necessidades com prazer.
o Nasce da imaginação.
o Oferece à vontade os motivos para agir.

• Vontade:
o É o ato de querer.
o É uma ação voluntária, força de vontade.
o Apetite racional, exige deliberação, avaliação.
o Nasce da reflexão.
o Educa o desejo, direciona ações e finalidades.

• Tanto o desejo como a vontade são inclinações que levam à ação, mas enquanto o desejo busca saciar um apetite sensível, a vontade se refere a uma decisão racional.

• Desejo é paixão, vontade é decisão.

• PAIXÃO: Do grego pathos, significa: sofrer, suportar, deixar-se levar.

o Se refere aos fenômenos passivos da alma.
o O oposto da paixão é a apatia (ausência de sentimentos).
o Visão negativa – Fraqueza humana, perturbação da alma, algo que deve ser controlado.
o Visão positiva – Faz parte da natureza humana, motiva a ação, não se pode evitar ou negar, mas pode-se compreender.
o A paixão surge independentemente da nossa vontade, isto é, não podemos ter ou não ter paixão.
o É uma inclinação incontrolável, a Razão não tem forças para controlar as paixões.
o Segundo Spinoza, uma paixão só pode ser vencida por outra paixão mais forte.


Aulas 5/6. Os grandes sistemas éticos da história antiga.

1. A ética materialista dos antigos gregos.

• Para os antigos gregos, a ética é um saber prático, para este saber, o agente, a ação e a finalidade de agir são inseparáveis.

• Princípios da vida moral:

1. Por natureza aspiramos ao bem e a felicidade, só atingidas pela virtude (grego: areté).
2. A virtude é uma força interior do caráter, consiste na escolha consciente do bem.
3. A conduta ética se refere ao que é possível e desejável para nós.
4. A ação virtuosa é conseguida agindo conforme a razão (que conhece o bem) e a natureza
( o Cosmos e a humana).
5. Julgamos uma ação ética pelos seus efeitos materiais, ou seja, pelas consequências reais.
6. Dedicar-se ao conhecimento do bem é o que determina uma atitude ética.

2. A ética cristã.

• O cristianismo é uma religião individual que se define pela fé num único Deus.
• A vida ética não se define por sua relação com a sociedade, mas por sua relação espiritual e interior com Deus.
• As principais virtudes cristãs são: a fé e a caridade.
• Livre-arbítrio: o primeiro impulso humano é para o mal, pois somos fracos para resistir às tentações, a vontade humana é impotente, precisa do auxílio divino.
• Qual é este auxílio divino? A lei divina revelada, expressa pelo texto bíblico.
• O cristianismo introduz na moral o conceito de Dever; temos o dever de obedecer a Lei divina, pois a revelação define eternamente o que é o Bem e o mal, a virtude e o vício, a salvação e o castigo.
• Este dever não se refere apenas às ações, mas às intenções, que passam a ser julgadas eticamente, ou seja, a intenção de fazer o mal, mesmo sem agir já é pecado.
• O cristianismo oferece um caminho seguro para a vontade fraca superar suas limitações e conseguir a salvação da alma.


Aula 7. A ética racionalista de Spinoza.

2. A ética racionalista de Baruch de Spinoza ( Holanda, 1632-1677).

• As paixões humanas não são nem boas, nem más, são apenas naturais, sendo as principais a alegria, a tristeza e o desejo.
• Conatus – Desejo de auto-conservação, instinto de sobrevivência, poder para existir.
• As paixões alegres ( amor, esperança, piedade,…) aumentam o Conatus, as paixões tristes ( ódio, orgulho, inveja, medo,…) diminuem o Conatus.
• É possível vencer as paixões negativas pelas positivas modificando a direção do desejo rumo a objetos que aumentem a força do Conatus.
• Ter virtude é ser a causa interna das ações, dos pensamentos e dos sentimentos.
• Ter vícios significa submeter-se às paixões, deixar-se dominar por causas externas.
• Para Spinoza, o bem e o mal não existem de forma absoluta, são palavras que usamos para classificar a maneira como as coisas nos atingem.
• Ser ético é ser livre, o homem livre é aquele que, conhecendo as leis da natureza e as do seu corpo, não se deixa vencer pelo exterior, mas sabe dominá-lo, ser a causa de si mesmo.
• Spinoza prega o amor intelectual de Deus, ou seja, a paixão positiva guiada pela consciência de nosso ser na compreensão de Deus, isto é, da totalidade. Deus é a natureza.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Complemento Resumo Filosofia 3º médio ETIP 2014 (1ºtrim)

Aula 8. O Criticismo de Immanuel Kant (Alemanha, 1724 – 1804)

• Nasce e vive a vida inteira em Konigsberg, professor universitário de Lógica e de metafísica, não se casou nem teve filhos, era um homem extremamente metódico, um cérebro que passou a vida investigando o universo espiritual do homem, à procura de seus fundamentos últimos, necessários e universais.

• Principais obras: Prolegômenos a toda metafísica futura, Fundamentação da metafísica dos costumes, Crítica da razão pura, Crítica da razão prática, A religião dentro dos limites da razão,…

• Com sua postura crítica Kant faz uma verdadeira Revolução copernicana em filosofia, invertendo o sentido da pesquisa filosófica, o objetivo da filosofia passa a ser investigar a Razão humana, seus limites e possibilidades, buscando responder a questão: Até onde posso ir com a razão sem a experiência sensível? (a razão pura).

• Algumas de suas principais ideias:

o Não conhecemos a realidade fora de nossa mente ( a coisa-em-si), só conhecemos os fenômenos, ou seja as coisas para nós. Pois todo conhecimento começa com a sensibilidade, passando pelo “filtro” da razão humana.
o Tempo e espaço são as formas puras da sensibilidade, ou seja, são ferramentas mentais que existem sem a interferência dos sentidos. A intuição de tempo e espaço se dá a priori, antes da experiência sensível.
o Existem várias categorias do pensamento: causalidade, contradição, identidade, qualidade, quantidade, finalidade,…
o Só é possível fazer ciência com “Juízos sintéticos a priori”, ou seja, juízos que acrescentam algo à ideia inicial antes da experiência sensível.

• O Criticismo procurou superar os problemas encontrados em teorias anteriores como o Racionalismo e o Empirismo, a teoria de Kant acaba sendo um divisor teórico da Filosofia, influenciando poderosamente toda a filosofia posterior.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Roteiro dos Trabalhos trimestrais 3º médios ETIP


TRABALHO TRIMESTRAL DE FILOSOFIA ( 1º trim - 2014)

3º médios A, B, C

Trabalho individual

* Elaboração de um paper com o tema: "Compare os sistemas metafísicos de Parmênides de Eléia e Heráclito de Éfeso. Na sua opinião, qual dos dois é mais coerente para explicar a realidade? Justifique.


OBS: O texto deve conter no mínimo três parágrafos, num total de pelo menos 10 linhas, pode ser escrito à mão ou digitado. Sendo os dois primeiros uma breve explicação da ideia central de cada um dos sistemas. O terceiro deve conter a opinião do aluno com sua respectiva justificativa. Na argumentação procurem não apenas copiar os dados dos parágrafos anteriores, mas colocar o porquê da sua opinião.



TRABALHO TRIMESTRAL DE SOCIOLOGIA ( 1º trim - 2014)

3º médios A, B, C

Trabalho individual.

* Elaboração de um paper, cada aluno deve escolher um dos dois temas propostos e dissertar. O texto deve conter no mínimo dez linhas. Pode ser escrito à mão ou digitado.

Temas:

1) A pressão social exercida pela mídia sobre o comportamento das pessoas.

2) A ciência é realmente capaz de garantir a felicidade humana?

Bom trabalho!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A importância dos estudantes na sociedade atual.


Atividade de Sociologia ETIP – 1º médios – 11/02/2014

A importância dos estudantes na sociedade atual.

• “ Um estudante é como um diamante bruto, é necessário um trabalho duro para lapidá-lo, mas que valerá a pena, pois assim ele poderá transmitir sua luz.”
(Yan de Paula Donetti – 1º MB)

• “Ser estudante não é só ter uma caneta na mão e sim adquirir conhecimentos amplos sobre as coisas, nós nunca paramos de nos auto-educar.”
(Victoria Gutierrez – 1º MB)

• “Ser estudante não é só ler e aprender, é fazer o novo acontecer.”
(Gabriel Queiróz de Carvalho – 1º MA)

• “O conhecimento se faz com as experiências vividas, envolvendo o modo de pensar e sentir, buscando ampliar as possibilidades de viver. Ser estudante é acreditar na sua capacidade, é compreender o mundo em que vive para no futuro fazer a diferença.
(Viviany Pancera de Oliveira – 1° MC)

• “Somos fundamentais para o mundo, somos o presente se preparando para o futuro; temos em nossas mãos a responsabilidade da construção de um novo mundo.”
(Narriman Coladello Vilas Boas – 1° MB)

• “Não somos só vida, seres que respiram, somos seres pensantes. Nós estudantes somos o símbolo da evolução do mundo.”
(Júlia Gomes de Souza Xavier – 1° MA)

• Aprender não é apenas ir para a escola, é saber trilhar seu caminho e saber se guiar. Estudar não é algo passageiro, é algo que permanecerá para sempre na sua vida, olhe o caminho e encontrará a saída. Nesta vida todos somos estudantes.
(Ana Paula Masuno Cardoso – 1º MB)