quinta-feira, 26 de março de 2015

Resumo Filosofia 3º médio ETIP Informática (1ºtrim)

Aula 1. Introdução à Metafísica.

• A metafísica é a investigação filosófica que gira em torno da pergunta “O que é?” Este “é” possui dois sentidos:
o O que existe? ( se refere à existência da realidade, o que é real).
o Qual é a essência do que existe? ( se refere a natureza própria de algo).

• A Metafísica surgiu na Grécia antiga, significa: meta(após, depois de) physika (a parte física, a natureza).

• Os primeiros filósofos buscavam uma explicação racional para a origem do mundo ordenado, o Cosmos; a filosofia nasce como uma cosmologia, tendo por objetivo a busca do princípio que causa e ordena tudo o que existe na natureza (Physis).

• A Metafísica, ou filosofia primeira (segundo Aristóteles) é o estudo da essência das coisas, ou do ser real e verdadeiro das coisas, daquilo que elas são em si mesmas apesar da aparência que possam ter e das mudanças que possam sofrer.

• Neste sentido, as primeiras questões filosóficas dos gregos foram:
o Porque os seres nascem e morrem?
o Porque tudo muda?
o Porque o que parece uno se multiplica?
o Porque as coisas se tornam opostas ao que eram?
o Porque nada permanece idêntico a si mesmo?

• Conceitos metafísicos fundamentais:

o O Ser = Aquilo que é, a realidade absoluta.
O Não-ser = O que não é, o nada, aquilo que não existe.
o Devir = O fluxo perpétuo de mudanças constantes.
Essência = A natureza própria de algo, aquilo sem o qual a coisa não é, a ideia que explica.
Existência = O modo e ser real, aquilo que existe de fato, perceptível.
o Arché = Princípio material responsável pela geração e corrupção do seres e de suas qualidades.


Aula 2. A Metafísica de Parmênides de Eléia (530 – 460 a.C.).

• Filósofo pré-socrático da escola eleática, viveu ao sul da península itálica.

• Sua obra: “Sobre a Natureza” (Peri physeos), dividida em duas partes:

o Parte 1 – O caminho da verdade (o ser).
o Parte 2 – O caminho da opinião ( o não-ser).

• Sua afirmação fundamental é: “O ser é, o não-ser não é”.


• Parmênides parte da ideia de que a realidade física é percebida por nós como uma eterna oposição entre dois pólos, entre pares de opostos: bem/mal, vida/morte, calor/frio, amor/ódio, luz/trevas, justiça/injustiça,…

• A única realidade é o Ser, o que é, o não-ser é ilusão, aparência, só o ser existe. Nesse caso, o mal não existe, seria apenas uma palavra que usamos para indicar a ausência do bem; a morte, a ausência da vida; as trevas, a ausência da luz; o ódio, ausência do amor, O não-ser não tem existência real (morte, mal, frio, ódio, trevas,…)

• Então o que é o Ser? Quais as suas características?

o É uno e não pode ser múltiplo. (só é ele mesmo e não pode ser os outros).
o É eterno, infinito. (não pode ter começo, nem fim, senão teria limites).
o É imutável (não pode mudar, senão tornar-se-ia o não ser).

• Mas, esta concepção encontra um problema: Se a realidade é uma só, como é possível vermos, ouvirmos e sentirmos as coisas opostas na natureza?

• Parmênides explica isto através da distinção entre pensar e perceber:

Perceber – Percebemos a multiplicidade da natureza pelos sentidos. (aparência).
Pensar – Pensamos o Ser, a identidade, a unidade. (o ser, a essência).

• Só podemos alcançar o Ser através do pensamento e não dos sentidos. O ser verdadeiro é o ser necessário (é e não pode não ser).

• Parmênides formulou pela primeira vez com absoluto rigor lógico os princípios fundamentais da futura Metafísica. Foi o precursor de Lógica aristotélica ao estabelecer o princípio da não-contradição               (é impossível algo ser e não-ser ao mesmo tempo).


Aula 3. A Metafísica de Heráclito de Éfeso (540 – 470 a.C.).

• Filósofo pré-socrático da escola Jônica, viveu na Jônia (atual litoral oeste da Turquia).

• Sua obra: “Sobre a Natureza” (Peri physeos), texto difícil, conhecido como “o obscuro”.

• Sua afirmação fundamental é: “Em rio não se pode entrar duas vezes no mesmo.” (pois as águas que tocam seu corpo já não são as mesmas da primeira vez).

• O sentido desta frase é: tudo é devir, tudo flui, o existir é um perpétuo mudar.

• Heráclito estabeleceu a existência de uma lei universal, fixa (o logos, razão) que rege/ordena o devir (fluxo eterno). O elemento responsável pelas transformações é o fogo.

• A realidade é composta pela luta eterna entre os opostos, a ação do logos garante a harmonia dos contrários. “A luta é a regra do mundo e a guerra é comum geradora e senhora de todas as coisas.”

• Só o devir eterno é real, os opostos são estados transitórios deste fluxo de mudanças contínuas.

• Heráclito explica a harmonia através da analogia com a tensão (unidade) do arco e da lira.


Aula 4. Metafísica: análise das essências segundo Aristóteles.

Segundo Aristóteles, a realidade é composta de vários tipos de seres, cada um com sua essência específica.

1. Essência do seres físicos ou naturais – São matéria em ato, existentes; ocupam lugar no espaço, estão sempre em transformação dentro do ciclo do Devir, ou seja, são finitos.

2. Essência dos seres humanos – São seres vivos racionais com corpo físico, dotados de vontade e de linguagem abstrata, tem alma.

3. Essência dos seres matemáticos – Não tem existência material, são formas das coisas naturais, não se transformam e nem desaparecem, são infinitos.

4. Essência de um ser perfeito – Eterno, imutável, superior a tudo o que existe, o ser divino, chamamos de Deus. Para Aristóteles, o primeiro motor imóvel do mundo é a realidade primeira e suprema.

Resumo Filosofia 2º médio ETIP Informática (1ºtrim)

Aula 1. O exercício do filosofar e as áreas da Filosofia.

• Filosofar é refletir, indagar, duvidar, criticar, argumentar, porém não basta apenas soltar livremente o pensamento, é preciso entender a filosofia como organização sistemática do pensamento, com método próprio de investigar.

• A Filosofia é uma reflexão que deve ser: Rigorosa, Sistemática e Consistente.

Obs: Ler textos da apostila 5, páginas 2 e 3.

• As áreas da Filosofia:

1. Filosofia/teoria do conhecimento = Estuda as origens e as características do conhecimento humano, como conhecemos? Quais os fundamentos do conhecimento?

2. Filosofia da ciência/ Epistemologia = Estuda as características do conhecimento científico, seus métodos, procedimentos e validade.

3. Ética e moral = Estuda os valores e as regras morais, incluindo a consciência moral, a liberdade de escolha e a responsabilidade.

4. Estética = Estuda a natureza e o valor das artes e do conceito de beleza, da harmonia das formas e do prazer estético.

5. Filosofia política = Estuda as relações de poder, as formas de governo e suas implicações, abrange os conceitos de cidadania, democracia, Estado.
Obs: Para os itens acima, ler texto da apostila 5, página 4.

6. Lógica = Estuda os tipos de raciocínio, a validade deles e as regras utilizadas para verificar a verdade ou a falsidade das ideias.

7. Metafísica = Estuda o ser, a essência das coisas, os fundamentos e as causas da realidade.

8. Filosofia da História = Estuda os fundamentos das várias concepções de história, da evolução da cultura humana e da noção de progresso.

9. Filosofia da linguagem/ analítica = Estuda os limites e as possibilidades das várias formas de linguagem e dos processos de significação, expressão e comunicação.

10. História da Filosofia = Estuda as origens, os períodos, os conceitos e as teorias produzidas pelos filósofos.

Extraído de: Chauí, Marilena. Convite à filosofia, Ed. Ática, São Paulo, 1995.


Aula 2. Introdução à Lógica clássica.

• A expressão “é lógico que…” indica para nós e para a pessoa com quem estamos falando que se trata de uma coisa evidente, óbvia, e portanto inquestionável.


• As palavras lógica e lógico ( origem grega: palavra, razão) são usadas por nós para significar:

o Uma inferência: Se conheço algo, posso concluir que…
o Uma coerência: Se algo é assim, então é preciso que…
o Uma não contradição: Se algo é assim, não é possível que não seja assim.
o Uma conclusão: Para entendermos algo é preciso conhecer seus antecedentes.

• A Lógica foi criada na Grécia antiga por Aristóteles (384 – 321 a.C.) como um instrumento para verificar a validade dos raciocínios, foi chamada por ele de Filosofia analítica.

• As principais características da lógica são:

Instrumental = É um instrumento para pensar corretamente.
Formal = Ocupa-se com a forma do raciocínio e não com o conteúdo.
Normativa = Fornece princípios, leis e normas do pensamento verdadeiro.
Doutrina da prova = Permite comprovar a veracidade de um raciocínio.
Geral e atemporal = É universal e necessária, portanto exata.

• A Lógica formal tem por objetivo estudar as proposições, que são frases que expressam um juízo, que é o ato de concordar/discordar, afirmar/negar algo. Por exemplo:
o Susana é professora. ( S é P, onde S = sujeito e P = predicado).
o Alexandre não é casado. ( S não é P).

Obs: Ler texto da apostila 5, página 6.

Aula 3. A Lógica Aristotélica.

• O elemento básico da lógica de Aristóteles é o Silogismo (raciocínio), que se constitui de:

o 1ª premissa - Todo homem é mortal.
o 2ª premissa - Sócrates é homem.
o Conclusão - Logo, Sócrates é mortal.

• Sendo que a conclusão deve, necessariamente decorrer da combinação das duas premissas, que precisam ser evidentes por si mesmas.

• Os três princípios lógicos fundamentais:

Princípio de identidade = Um ser é sempre idêntico a si mesmo.
( A é A) ou ( A = A).
Princípio da não-contradição = É impossível que um ser seja e não seja idêntico a si mesmo ao mesmo tempo e na mesma relação. (A é A e A não é A = impossível).

Princípio do terceiro excluído = Dadas duas proposições com o mesmo sujeito e o mesmo predicado, sendo uma afirmativa e outra negativa, uma delas é necessariamente Verdadeira e a outra necessariamente Falsa, não havendo uma terceira possibilidade. ( A é A ou A não é A)

• Exemplos:

o Todos os gatos são animais.
o As aves são animais.
o Logo, todos os gatos são aves.
(Incorreto, pois fere o princípio de identidade.)


* Nenhum professor é bonzinho.
* Asdrúbal é professor.
* Logo, alguns professores são bonzinhos.
(Incorreto, pois fere o princípio da não-contradição.)

Resumo Filosofia 1° médio ETIP Informática (1ºtrim)

Aula 1. O que é Filosofia?

1. As evidências do cotidiano:

• Em nosso cotidiano fazemos muitas ações, estamos sempre agindo, nos comunicando, afirmando, negando, perguntando, avaliando,…

• Uma simples pergunta ou afirmação contém silenciosamente várias crenças não questionadas por nós, por exemplo:

• Que horas são? Que dia é hoje?
( acredito que o tempo existe e que pode ser medido).

• Vejo que o fogo sempre queima o papel.
( acredito em relações de causa e efeito, numa realidade causal).

• Chamo alguém de mentiroso.
( acredito que verdade é diferente de mentira e que a mentira é uma coisa ruim).

• Nossa vida cotidiana é toda feita de crenças silenciosas, da aceitação de evidências que nunca questionamos por que nos parecem naturais, óbvias.


2. A atitude filosófica: crítica e reflexão:

• Podemos substituir as questões anteriores por outras:

o O que é o tempo? Existe a eternidade?
o O que é causa? O que é efeito? Qual a relação entre causa e efeito?
o O que é a verdade? O que é a mentira?
o Quais critérios usamos para decidirmos sobre a verdade?


• Alguém que tomasse essa decisão estaria tomando distância da vida cotidiana e de si mesmo, teria passado a investigar o que são as crenças e os sentimentos que alimentam silenciosamente nossa existência, estaria começando a adotar uma atitude filosófica.

• Assim, uma primeira resposta à pergunta “O que é filosofia?” Poderia ser: A decisão de não aceitar como óbvias e evidentes as coisas, as ideias, os fatos, as situações, os valores e os comportamentos, jamais aceitá-los sem antes havê-los investigado e compreendido de modo sistemático, com rigor, coerência e lógica.

• Concluindo, ter uma atitude filosófica ou crítica é dizer não ao senso comum, aos pré-conceitos, é uma interrogação sobre o que são as coisas e o porquê de tudo.

Extraído de: Chauí, Marilena. Convite à filosofia, Ed. Ática, São Paulo, 1995.



Aula 2. Definições gerais de filosofia.

* A filosofia pode ser entendida como:

1. Visão de mundo = O conjunto de valores, ideias e práticas de uma sociedade ou de um grupo social.

• Problema: É uma definição genérica e ampla demais, confunde filosofia e cultura.

2. Sabedoria de vida = É o que algumas pessoas pensam sobre a vida moral, buscando uma vida justa e feliz.

• Problema: Esta definição diz vagamente o que se espera da filosofia, ou seja, o que entendemos como utilidade deste conhecimento para a vida.

3. Esforço racional para conceber o universo como uma totalidade ordenada e dotada de sentido = A Filosofia tem por objeto a “compreensão total do universo” através da razão, que é o nosso maior e mais poderoso dom, em oposição aos mitos e as religiões

• Problema: A própria filosofia já não admite ser possível um sistema único de explicação do mundo, uma única verdade.

4. Fundamentação teórica e crítica dos conhecimentos e das práticas = A partir desta definição podemos entender que a filosofia estuda: o conhecimento, os valores éticos, as causas e os erros das ideias, os conceitos, a consciência humana, a política, a ciência, a religião e a arte.


Entende-se a filosofia como análise, reflexão e crítica; ela é a busca do fundamento e do sentido da realidade em suas múltiplas formas. A filosofia não é ciência, não é religião e nem arte, mas é uma reflexão crítica sobre todas as coisas.


Aulas 3. Os mitos e o senso comum.

• A Filosofia nasceu de uma reformulação e de uma racionalização das antigas narrativas míticas, transformando-a numa nova explicação. A filosofia rompeu com a atitude de crença nos mitos, porém manteve a ideia de busca da verdade, de explicações sobre o mundo e os homens.

• Todos os povos possuem mitos: gregos, nórdicos, egípcios, árabes, chineses, indígenas brasileiros; os mitos podem ser entendidos como uma forma de compreensão do mundo pelo imaginário popular.

• Mito = É uma forma e buscar explicações, geralmente sobrenaturais, de diversos aspectos da realidade, como por exemplo: a origem do mundo e dos povos, as causas dos fenômenos naturais, as soluções de problemas pessoais,…

• Lenda = É uma narrativa fantasiosa na qual os fatos históricos são distorcidos, transformados pelo tempo e pela imaginação popular.

• Os mitos e a crença nos deuses e heróis ainda se fazem presentes atualmente, sob novos nomes e formas, mudando de função. Não são mais fonte de explicação da realidade e sim um aspecto específico da tradição cultural.

Obs: Ler textos da apostila 1, páginas 8 e 9.


• O Senso comum é a forma mais imediata de conhecermos a realidade que nos cerca. Fazem parte do senso comum as nossas certezas cotidianas, transmitidas de geração em geração e com a possibilidade de se tornarem uma crença religiosa, uma doutrina inquestionável.

• Como duvidar de coisas óbvias que vemos, ouvimos e percebemos todos os dias? Como duvidar da existência das cores, da família como uma organização natural ou da veracidade de frases como: “menino de rua é delinquente, onde há fumaça, há fogo, quem tudo quer, tudo perde.”?

• As principais características o senso comum são:

o É um saber imediato, baseado em observações ingênuas do real.
o É um saber subjetivo, carregado de valores e pontos e vista.
o É um saber heterogêneo, acumulando informações sem ordem.
o É um saber não-crítico, superficial e preconceituoso.

• Porém, apesar de características que inviabilizem o senso comum como verdade absoluta, deve-se notar sua importância para o processo de socialização, é através das ideias do senso comum que apreendemos o mundo à nossa volta, é ele que determina nossos hábitos culturais, nossos valores morais, religiosos e artísticos..

Obs: Ler textos da apostila 1, páginas 12 e 13.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Resumo Sociologia 3º médio ETIP (1º trim)

Aula 1. Sociologia: conceitos e panorama histórico.

• A Sociologia estuda os fenômenos sociais em geral, quer sejam ou não percebidos como problemas.
• A expressão Fenômenos Sociais designa os fenômenos que decorrem da vida social e do comportamento humano, tais como os fenómenos económicos (desemprego, crescimento econômico, inflação, riqueza e sua distribuição,...), demográficos (crescimento populacional, emigração e imigração, distribuição por faixas etárias), sociológicos, políticos, históricos, etc.
• Uma sociedade não é apenas a soma dos indivíduos que a compõem, mas o conjunto de relações que ligam as pessoas.

• A Sociologia não pretende explicar tudo o que acontece na sociedade, parte de uma seleção intencional de fatos relativos ao conjunto das relações sociais possíveis de serem transformadas em uma representação da realidade.

• Problemas:
* O objeto de estudo é dinâmico, transitório.

* O pesquisador é parte do objeto que estuda, ou seja, não é neutro.

* Dificuldade de submeter as teses à experimentação.

* Influências políticas e econômicas no processo de pesquisa.


• O primeiro marco histórico do surgimento da Sociologia foi sem dúvidas a instalação definitiva da sociedade capitalista a partir do século XVIII, com as revoluções científica, industrial e francesa.

Essas três revoluções modificaram o mundo e foram objeto de estudo de grandes pensadores, que criaram a sociologia como uma forma de entender e talvez resolver os novos problemas políticos e sociais criados por esses movimentos.


Aula 2. As grandes correntes de estudo da sociologia.

• A realidade social é dinâmica e transitória, envolvendo múltiplos aspectos, logo, a Sociologia enquanto ciência humana deve buscar várias formas de abordagem, formas que consigam abranger os diferentes aspectos de seu objeto de estudo.

• Podemos destacar três grandes linhas clássicas de abordagem dos problemas sociais:


1. A positivista – funcionalista = Fundada por Auguste Comte (1798/1857) e desenvolvida por Émile Durkheim (1858/1917), entende que a consciência coletiva se sobrepõe ao indivíduo, ou seja, a vida coletiva existe acima das pessoas, condicionando os comportamentos. A sociedade classifica e determina as ações individuais.

2. A materialista histórica = Elaborada por Karl Marx (1818/1883), afirma que a coerção do coletivo só se impõe quando uma classe social se sobrepõe a outra, ou seja, são os fatores econômicos que determinam, principalmente, as ações individuais.

3. A Sociologia compreensiva = Proposta pelo alemão Max Weber (1864/1920), defende a ideia de que a ação individual é o ponto de partida para a compreensão da realidade social, o indivíduo é um agente criador e transformador da vida coletiva.

Nestes autores se encontram os elementos básicos para a explicação científica dos fenômenos sociais, é a partir da obra destes pensadores que a sociologia se constitui como ciência.

Aulas 3. Auguste Comte (França, 1798/1857) e a fundação da sociologia.

• Professor de matemática, filósofo e secretário de Claude H. de Saint-Simon, um economista socialista utópico. Foi o primeiro a mencionar a necessidade de se estabelecer uma ciência responsável pela compreensão da sociedade, que chamou inicialmente de Física social.

• Vivenciou a fase final da França napoleônica e os conflitos sociais gerados pela Revolução industrial, foi o fundador do Positivismo, corrente de pensamento que teve grande influência na 1ª república brasileira.

• Comte considerava a ciência positiva ( que se fundaria apenas em fatos comprovados, excluindo as explicações abstratas, trazendo um conhecimento útil, preciso, certo, real) como a solução definitiva e última de todos os problemas do gênero humano, sua ciência continha e revelava o infinito.

• Lógica de Comte: CIÊNCIA -----> FILOSOFIA -----> RELIGIÃO

• Principais obras:
* Curso de filosofia positiva (1842).
* Sistema e política positiva (1851 – 1854).
* Catecismo positivista ou exposição sumária da religião universal (1852).


• O Positivismo no Brasil:
* Início em 1850 com uma tese de Manuel Pereira e Sá.
* Pereira Barreto – o positivismo deveria substituir a Igreja católica.
* Em 1876 ocorre a fundação da Sociedade positivista do Brasil.
* Fundação da Igreja Positivista do Brasil. ( RS e RJ).
* Lema: O amor por princípio, a ordem por base, o progresso por fim.


Aula 4. As principais ideias sociológicas de Auguste Comte.

• Comte busca a compreensão dos fundamentos históricos do progresso humano, identificando três fases da evolução humana, conhecida como a Lei dos três estados:

1. Estado teológico ou fictício – Explicações sobrenaturais da realidade, a sociedade é obra de Deus.
2. Estado metafísico ou abstrato – Explicações através de ideias abstratas personificadas, como se tivessem vida própria. Por exemplo: o Espírito humano, a Razão universal, a sociedade é uma organização natural.
3. Estado positivo ou científico – Explicações pela ciência, a maior de todas as criações humanas, entendendo as causas e os efeitos das coisas. A sociedade é regida por leis universais e necessárias.

• Com base na lei dos três estados, Comte estabeleceu uma classificação das ciências, que teriam uma ordem evolutiva específica, a saber:
1. MATEMÁTICA – Base de todas as ciências, o ponto de partida.
2. ASTRONOMIA – também conhecida como física celeste.
3. FÍSICA – Primeiro a inorgânica, depois a orgânica.
4. QUÍMICA – Estuda a estrutura da matéria.
5. BIOLOGIA – Estuda a estrutura dos seres vivos.
6. SOCIOLOGIA – É a finalidade de toda a filosofia positiva (psicologia, ética, filosofia da história).


A ORDEM é a base do PROGRESSO, que é o desenvolvimento da ORDEM.

• A sociologia de Comte se divide em duas partes:

Estática social –
 Busca entender os elementos que compõem a sociedade.
 Saber as condições constantes, fixas e atemporais.
 A base da estática social é a Ordem.
 Os 5 elementos fixos: família, linguagem, religião, propriedade e governo.

Dinâmica social –
 Busca entender como as sociedades mudam no decorrer do tempo.
 Saber as leis do desenvolvimento humano.
 A base da estática social é a Progresso.
 Lei dos afetos – Evolução humana, ter afeição primeiro pela família, depois pela pátria e por fim pela humanidade.


Aula 5. A sociologia de Émile Durkheim (França, 1858 – 1917).

• De família judaica, Durkheim foi professor de sociologia na França, foi o principal responsável pela transformação da sociologia em ciência reconhecida como tal.

• Obras:
o Da divisão do trabalho social.
o As regras do método sociológico.
o O suicídio.
o Educação e sociologia.

• Durkheim desenvolveu o método científico da sociologia, sistematizando a ação do pesquisador e o objeto de estudo. O centro desse método é a ideia de que o sociólogo deve ser imparcial, tratando os fatos sociais como “coisas”.

• A sociedade não é a simples soma dos indivíduos que a compõem, é um sistema que representa determinada realidade com características próprias.

• Os “Fatos sociais” consistem em maneiras de agir, de pensar e de sentir exteriores ao indivíduo, dotadas de um poder de coerção em virtude do qual se lhe impõem.

• O caminho mais adequado para os estudos sociológicos é buscar identificar as causas de um fato social em outro fato social, ou seja, a resposta para os problemas sociais se encontram na própria estrutura social.

• Características dos fatos sociais:

o Exterioridade – As regras sociais, os costumes e as leis já existem antes das pessoas e agem sobre elas.
o Generalidade – É social todo fato que é geral, que se aplica à todas ou a maioria das pessoas, é de natureza coletiva.
o Coerção social – A força (pressão) que os fatos sociais exercem sobre os indivíduos.

Aula 6. As ideias sociológicas de Émile Durkheim (França, 1858 – 1917).

• O principal mecanismo de coerção social é a educação, que impõe maneiras de ver, de sentir e de agir, tentando moldar as pessoas à imagem do meio social.

• A educação teria com objetivo central a socialização das novas gerações. Estes jovens aprenderiam não apenas conteúdos escolares, mas a disciplina moral e a autoridade política (respeito e submissão), sendo assim um poderoso fator de manutenção da sociedade (coesão social).

• UNIDADE garantida pelas SEMELHANÇAS de VALORES e IDEIAS, quando internalizados se tornam NATURAIS, perpetuando a UNIDADE.

• Solidariedade:

o Mecânica – Crenças e valores comuns, sociedades antigas/rurais, manter as tradições.
o Orgânica – Divisão do trabalho, sociedades modernas/urbanas, coesão social complexa.


• O mundo moderno caracteriza-se por uma redução na eficácia de determinadas instituições integradoras como a religião e a família, já que os indivíduos passam a se agrupar segundo suas atividades profissionais.

• A multiplicidade de correntes de pensamento diluiu a coerção social, com isso há um senso de que a moral perdeu sua eficiência no controle da sociedade.


Aula 7. As ideias sociológicas de Karl Marx (Alemanha, 1818 – 1883).

• Marx faz uma análise crítica radical da sociedade capitalista.

• Foco sociológico:
o As contradições básicas da sociedade capitalista.
o As possibilidades de superação.

• Conceitos:

• Relações sociais de produção: São a base de toda estrutura social. Expressam as formas de organização dos meios de produção.

• Materialismo histórico: Evolução das relações materiais de subsistência.

• Matéria-prima + Instrumentos de produção = Meios de produção.

• Meios de produção + Trabalho humano = Forças produtivas.

• Forças produtivas + Relações de produção = Estrutura econômica.

• O processo de produção e reprodução da vida através do trabalho é para Marx, a principal atividade humana, é sua história social, é o fundamento do materialismo histórico.

• Forças produtivas + Relações sociais de produção = INFRAESTRUTURA

• A Infraestrutura determina a Superestrutura.

• SUPERESTRUTURA : Ideologias políticas, doutrinas religiosas, códigos morais e estéticos, sistemas legais de ensino e de comunicação, conhecimento científico e filosófico.

• O grande problema do capitalismo é a posse dos meios de produção, monopolizada pelos burgueses, só restando aos proletários vender sua força de trabalho aos burgueses para sobreviver.

Aula 8. Conceitos marxistas.

• Mercadoria: É um objeto, uma coisa que, por suas propriedades satisfaz as necessidades humanas, seja qual for a natureza ou a origem delas. Possui dois tipos de valores:

• Valor de uso: A utilidade da coisa.

• Valor de troca: O valor dado para comercialização.

• O valor de troca deve ser calculado a partir da quantidade de trabalho socialmente necessário para a produção da mercadoria.

• No capitalismo, a força de trabalho foi transformada em mercadoria.

• Fetiche da Mercadoria: Segundo Marx, a mercadoria tem um dom especial, ela oculta, como por encanto, a sua natureza de produto do trabalho humano e das relações sociais do processo de produção. O valor do produto perde a relação com o trabalho e ganha vida própria.

• Alienação: O trabalhador não se reconhece no produto que criou ou ajudou a criar, ele não vê no trabalho qualquer finalidade que não seja a de garantir sua sobrevivência. A alienação faz os indivíduos perderem a consciência da vida e serem engolidos pelas diretrizes do mercado capitalista.

• Mais-valia: Tempo de trabalho excedente em que o trabalhador produz mais do que o necessário para sua manutenção, propiciando a acumulação de capital nas mãos dos burgueses.

• A taxa de mais-valia é a expressão do grau de exploração da força de trabalho pelo capital

Resumo Filosofia 3º médio ETIP (1º trim)

Aula 1. Introdução à Metafísica.

• A metafísica é a investigação filosófica que gira em torno da pergunta “O que é?” Este “é” possui dois sentidos:
o O que existe? ( se refere à existência da realidade, o que é real).
o Qual é a essência do que existe? ( se refere a natureza própria de algo).

• A Metafísica surgiu na Grécia antiga, significa: meta(após, depois de) physika (a parte física, a natureza).

• Os primeiros filósofos buscavam uma explicação racional para a origem do mundo ordenado, o Cosmos; a filosofia nasce como uma cosmologia, tendo por objetivo a busca do princípio que causa e ordena tudo o que existe na natureza (Physis).

• A Metafísica, ou filosofia primeira (segundo Aristóteles) é o estudo da essência das coisas, ou do ser real e verdadeiro das coisas, daquilo que elas são em si mesmas apesar da aparência que possam ter e das mudanças que possam sofrer.

• Neste sentido, as primeiras questões filosóficas dos gregos foram:
o Porque os seres nascem e morrem?
o Porque tudo muda?
o Porque o que parece uno se multiplica?
o Porque as coisas se tornam opostas ao que eram?
o Porque nada permanece idêntico a si mesmo?

• Conceitos metafísicos fundamentais:

o O Ser = Aquilo que é, a realidade absoluta.
O Não-ser = O que não é, o nada, aquilo que não existe.
o Devir = O fluxo perpétuo de mudanças constantes.
Essência = A natureza própria de algo, aquilo sem o qual a coisa não é, a ideia que explica.
Existência = O modo e ser real, aquilo que existe de fato, perceptível.
o Arché = Princípio material responsável pela geração e corrupção do seres e de suas qualidades.


Aula 2. A Metafísica de Parmênides de Eléia (530 – 460 a.C.).

• Filósofo pré-socrático da escola eleática, viveu ao sul da península itálica.

• Sua obra: “Sobre a Natureza” (Peri physeos), dividida em duas partes:

o Parte 1 – O caminho da verdade (o ser).
o Parte 2 – O caminho da opinião ( o não-ser).

• Sua afirmação fundamental é: “O ser é, o não-ser não é”.


• Parmênides parte da ideia de que a realidade física é percebida por nós como uma eterna oposição entre dois pólos, entre pares de opostos: bem/mal, vida/morte, calor/frio, amor/ódio, luz/trevas, justiça/injustiça,…

A única realidade é o Ser, o que é, o não-ser é ilusão, aparência, só o ser existe. Nesse caso, o mal não existe, seria apenas uma palavra que usamos para indicar a ausência do bem; a morte, a ausência da vida; as trevas, a ausência da luz; o ódio, ausência do amor, O não-ser não tem existência real (morte, mal, frio, ódio, trevas,…)

• Então o que é o Ser? Quais as suas características?

o É uno e não pode ser múltiplo. (só é ele mesmo e não pode ser os outros).
o É eterno, infinito. (não pode ter começo, nem fim, senão teria limites).
o É imutável (não pode mudar, senão tornar-se-ia o não ser).

• Mas, esta concepção encontra um problema: Se a realidade é uma só, como é possível vermos, ouvirmos e sentirmos as coisas opostas na natureza?

• Parmênides explica isto através da distinção entre pensar e perceber:

Perceber – Percebemos a multiplicidade da natureza pelos sentidos. (aparência).
Pensar – Pensamos o Ser, a identidade, a unidade. (o ser, a essência).

• Só podemos alcançar o Ser através do pensamento e não dos sentidos. O ser verdadeiro é o ser necessário (é e não pode não ser).

• Parmênides formulou pela primeira vez com absoluto rigor lógico os princípios fundamentais da futura Metafísica. Foi o precursor de Lógica aristotélica ao estabelecer o princípio da não-contradição               (é impossível algo ser e não-ser ao mesmo tempo).


Aula 3. A Metafísica de Heráclito de Éfeso (540 – 470 a.C.).

• Filósofo pré-socrático da escola Jônica, viveu na Jônia (atual litoral oeste da Turquia).

• Sua obra: “Sobre a Natureza” (Peri physeos), texto difícil, conhecido como “o obscuro”.

• Sua afirmação fundamental é: “Em rio não se pode entrar duas vezes no mesmo.” (pois as águas que tocam seu corpo já não são as mesmas da primeira vez).

• O sentido desta frase é: tudo é devir, tudo flui, o existir é um perpétuo mudar.

• Heráclito estabeleceu a existência de uma lei universal, fixa (o logos, razão) que rege/ordena o devir (fluxo eterno). O elemento responsável pelas transformações é o fogo.

• A realidade é composta pela luta eterna entre os opostos, a ação do logos garante a harmonia dos contrários. “A luta é a regra do mundo e a guerra é comum geradora e senhora de todas as coisas.”

• Só o devir eterno é real, os opostos são estados transitórios deste fluxo de mudanças contínuas.

• Heráclito explica a harmonia através da analogia com a tensão (unidade) do arco e da lira.


Aula 4. Metafísica: análise das essências segundo Aristóteles.

Segundo Aristóteles, a realidade é composta de vários tipos de seres, cada um com sua essência específica.

1. Essência do seres físicos ou naturais – São matéria em ato, existentes; ocupam lugar no espaço, estão sempre em transformação dentro do ciclo do Devir, ou seja, são finitos.

2. Essência dos seres humanos – São seres vivos racionais com corpo físico, dotados de vontade e de linguagem abstrata, tem alma.

3. Essência dos seres matemáticos – Não tem existência material, são formas das coisas naturais, não se transformam e nem desaparecem, são infinitos.

4. Essência de um ser perfeito – Eterno, imutável, superior a tudo o que existe, o ser divino, chamamos de Deus. Para Aristóteles, o primeiro motor imóvel do mundo é a realidade primeira e suprema.


Aula 5. Teoria do conhecimento.

• Área da Filosofia que estuda a questão do conhecimento humano, logo, suas principais questões são:

1. Como ocorre o processo do conhecimento?
2. Qual o alcance e os limites do conhecimento humano?
3. Como garantir que um conhecimento é verdadeiro?

• O processo do conhecimento ocorre na Relação entre Sujeito e Objeto.


• FONTES E FORMAS DO CONHECIMENTO =

• SENSAÇÃO (Matéria dos sentidos: imagens, sons, cores,…).
• PERCEPÇÃO (Organiza as sensações e forma representações).
• IMAGINAÇÃO (Estabelece relações entre imagens).
• MEMÓRIA (Permite o acesso às percepções passadas).
• LINGUAGEM ( Forma de expressão das ideias).
• RACIOCÍNIO ( Atos intelectuais ligados, operações mentais).
• INTUIÇÃO ( Compreensão global e instantânea de algo).

CONHECIMENTO:
SENSÍVEL --- Experiência --- Aparência --- Certeza
(empírico)

INTELECTUAL --- Razão --- Essência --- Verdade
(inteligível)


Aula 6. Epistemologia moderna.

• A Epistemologia, que é o desenvolvimento da antiga Teoria do conhecimento, investiga os limites, as possibilidades, as origens e os tipos de conhecimento, porém, seu
maior objeto é o conhecimento especializado e metódico que chamamos de Ciência.

• MÉTODO:

o Tem origem grega, significa “seguir um caminho”.
o Constitui o conjunto de procedimentos necessários para orientar determinada atividade ou pesquisa.
o Exemplos: método dedutivo, método experimental, método indutivista,…

• TEORIAS CIENTÍFICAS:

• Com o método, o cientista procura conhecer Leis universais que expliquem certos fenômenos particulares, o encadeamento dessas leis e de fatos faz surgir as Teorias científicas.

• Como se elabora uma teoria científica:

• Primeiramente, o cientista seleciona um FATO, visto como um PROBLEMA a ser resolvido. Com a OBSERVAÇÃO dos fatos criam-se HIPÓTESES, que devem guiar as EXPERIÊNCIAS, essas experiências devem comprovar ou não as hipóteses, com resultados positivos, o cientista extrai LEIS necessárias, que ao serem encadeadas formam as TEORIAS científicas.

• O que é uma teoria científica?

• É um sistema ordenado e coerente de proposições ou enunciados baseados em um pequeno nº de princípios, cuja finalidade é descrever, explicar e prever do modo mais completo possível um conjunto de fenômenos, oferecendo suas leis necessárias.

• Podemos citar como exemplos: a teoria da evolução, a teoria do Big bang ou a teoria da relatividade de Einstein.

• A ciência do século XVII:

• O desenvolvimento científico do século XVII foi fundamental para a construção da ciência moderna, pois os pressupostos ali colocados serviram de base para tudo o que foi feito a partir daí.

• Pressupostos:
o Matematização da natureza – Explicação de eventos naturais através das relações matemáticas existentes.
o Adoção do método experimental – Não confiar apenas nas teorias, mas fazer experimentos que as comprovem.
o Pensamento mecanicista – O Universo é considerado uma grande máquina, aonde todos os seus elementos estão conectados.
o Novos objetivos - Aa ciência passa a ter como objetivo ampliar o poder dos homens sobre a Natureza.

• A partir do século XVII há uma mudança radical de postura intelectual, com a adoção dos pressupostos citados, o homem passa a ter poder sobre a Natureza, fabricando novas verdades.


Aula 7. A oposição entre o Racionalismo e o Empirismo.

• A partir do século XVII, duas grandes correntes de pensamento surgiram para explicar o que é ciência, como se faz ciência e quais critérios devem ser utilizados para se garantir que um conhecimento científico seja válido, verdadeiro.

• O RACIONALISMO:

• Doutrina filosófica inaugurada pelo francês René Descartes (1596-1658), faz do sujeito do conhecimento o fundamento de toda a verdade.
• A Razão é a luz natural inata que permite o acesso à verdade.
• A verdade é uma característica das ideias e não das coisas.
• A frase considerada símbolo do Racionalismo é o cogito cartesiano: “Penso, logo existo.” ( a primeira verdade é a minha existência enquanto um ser pensante).

• AS IDEIAS INATAS:
• Descartes defende a existência de “ideias inatas”, que por serem puras (livres dos sentidos) só podem existir porque já nascemos com elas.
• Exemplos: Infinito, tempo, espaço, Deus, relações matemáticas,.. (intuições intelectuais).

• O EMPIRISMO:

• Doutrina filosófica que encontra o seu auge nos séculos XVII e XVIII na Inglaterra com Francis Bacon, John Locke e David Hume.
• A Razão, a verdade e as ideias são adquiridas por nós através da experiência sensível, antes da experiência, nossa mente é como uma “folha em branco”.

• A ORIGEM DAS IDEIAS:
• As sensações formam a percepção, a associação das percepções formam as ideias.
• Temos o hábito de fazer associações; para Hume a razão é o hábito de associar ideias.

• PROBLEMAS:

• Do Racionalismo: Se as ideias são inatas, porque mudam? (A razão muda e prova que certas ideias são falsas.)

• Do Empirismo: Se as ciências são apenas hábitos, não possuem objetividade (verdade?), o conhecimento empírico é uma ilusão. (Impossibilidade do conhecimento objetivo da realidade).

Resumo Sociologia 2º médio ETIP (1º trim)

Aula 1. Introdução a sociologia política.

• Sociologia política = É a parte da sociologia que faz a análise dos fenômenos políticos a partir de seus condicionantes sociais. Parte do pressuposto de que o comportamento social não é natural.

• Mas, o que é política? Como fazer política?

• Política = Esfera da sociedade em que diversos grupos lutam entre si para interferir nas decisões das autoridades administrativas.

• POLÍTICA É O CONFLITO DE INTERESSES.

* O GOVERNO -----> Organiza, administra -----> A SOCIEDADE

* A SOCIEDADE -----> Exerce influência -----> NO GOVERNO


• Fazer política = Militância partidária, votar nas eleições, participar de sindicatos e assembléias, passeatas e protestos, abaixo-assinados; notar que se desinteressar por política também é uma forma de fazê-la, desde que seja feita de uma forma consciente, como um protesto por exemplo.


Aula 2. O sistema político brasileiro.

• O Brasil se constitui como uma República Federativa presidencialista, ou seja, é uma federação de estados cujo presidente é o chefe de estado e de governo.

• No Brasil há a divisão de poderes: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.


1. O Poder Executivo ( em jan/2014):

FEDERAL
* Quem governa: Presidente Dilma Roussef.
* Quem substitui: Vice-presidente Michel Temer.
* Quem auxilia: 25 ministros de estado + 14 secretários.

ESTADUAL
* Quem governa: Governador Geraldo Alckmin.
* Quem substitui: Vice-governador Márcio França.
* Quem auxilia: 26 secretários.

MUNICIPAL
* Quem governa: Prefeito Carlos Grana.
* Quem substitui: Vice-prefeita Oswana Famelli.
* Quem auxilia: 20 secretários.



2. O Poder Judiciário:

FEDERAL:
* Supremo Tribunal Federal (STF)
* Tribunal Superior: da Justiça, do trabalho, eleitoral, militar.

ESTADUAL:
* Tribunais regionais
* Tribunais de justiça estaduais (TJE)

MUNICIPAL:
* Fóruns cíveis/criminais
* Juntas eleitorais.


Aulas 3. O Poder legislativo brasileiro

• Municipal:
Câmara dos vereadores (entre 9 e 55 vereadores).
* Eleitos para um mandato de 4 anos, sem limites para reeleição.
* São Paulo (55 vereadores), Santo André (21 vereadores).
* Leis do município, nomes de ruas, datas comemorativas, postos de saúde, creches,….


• Estadual:
Assembléia Legislativa (entre 24 e 94 deputados estaduais).
* Mandato de 4 anos, sem limites para reeleição.
* SP = 94 dep. est./ RJ = 70 dep. Est./ AC = 24 dep. Est.
* Leis estaduais, escolas de ensino fundamental e médio, pedágios, Hospitais, empresas.

• Federal:
* Senado Federal: Representa as Unidades da Federação.
* 3 senadores por estado e distrito federal.
* 81 senadores com mandato de 8 anos.

Câmara dos deputados: Representa o povo brasileiro.
* Número proporcional a população.
* Entre 8 e 70 deputados federais.
* Mandato de 4 anos, sem limites para reeleição.

Número de deputados federais por estado:

SP - 70
MG - 53
RJ - 46
BA - 39
RS - 31
PR - 30
PE - 25
CE - 22

* Notar que os 6 maiores estados possuem juntos 52,6% do número total de deputados.
* A proporção de deputados não é exata, Roraima tem 1 deputado para cada 34.000 eleitores, enquanto São Paulo tem 1 deputado para cada 433.000 eleitores.


IMPORTANTE: No âmbito federal há duas casas legislativas para garantir que todas as unidades da federação tenham condições de participar das decisões, senão os estados menores não conseguiriam ter peso político significativo.



Aula 4. O longo caminho para se aprovar uma lei no Brasil.

1. Projeto de lei –
o Pode ser proposto por qualquer cidadão brasileiro, devendo ser apresentado ao congresso por um dos deputados ou senadores em exercício.
o Podem ser projetos de :
 Leis ordinárias – Leis comuns aprovadas por maioria simples.
 Leis complementares – Leis que regulamentam/completam leis já existentes, aprovadas por maioria absoluta.
 Emendas à constituição – Propõem alterações na lei maior do país, aprovadas por 3/5 do congresso.
o A Constituição brasileira permite o projeto de lei popular, que pode ser apresentado por 1% do eleitorado nacional (em 2014, 1.428.220) em pelo menos cinco estados com no mínimo 0,3% em cada um.

2. Comissão parlamentar –
o Grupos temáticos que analisam a viabilidade, a abrangência e a constitucionalidade do projeto.
o Existem atualmente 20 comissões permanentes, por exemplo: educação, saúde, transportes, impostos, economia, cultura, justiça, comunicações,…

3. Votação no plenário –
o Após a aprovação do projeto nas comissões vai para a análise dos parlamentares e para a votação no plenário.
o Índices para aprovação:
 Leis ordinárias/complementares – Deve ser aprovado uma vez em cada casa legislativa por maioria simples ou absoluta.
 Emendas à constituição – Deve ser aprovado duas vezes em cada casa legislativa, aprovadas por 3/5 do congresso.
o Em caso de alterações no texto da lei, recomeça o trâmite, voltando para a análise dos parlamentares, caso seja aprovado segue para o presidente.
Obs: Maioria simples: ½ +1 dos parlamentares presentes à sessão.
Maioria absoluta: ½ + 1 de todos os parlamentares.

4. Sanção presidencial –
o O presidente da República analisa o projeto que pode:
o Ser aprovado - Vira lei após a publicação no Diário Oficial da União.
o Ser rejeitado – Total ou parcialmente, neste caso, o projeto volta para o Congresso que analisa o Veto presidencial, podendo derrubá-lo com 2/3 do total de votos. ( atualmente, 342 dep. Federais e 54 senadores).

Aulas 5/6. Breve histórico das eleições no Brasil.

• Brasil colônia (1530-1822):
o Domínio da Coroa portuguesa, cargos importantes nomeados.
o Eleição para conselhos municipais das vilas, com voto aberto.
o 1ª eleição local – 1532 – para o conselho municipal da vila e São Vicente.
o 1ª eleição geral – 1821 – para os representantes brasileiros nas cortes de Lisboa.

• Brasil Império (1822 – 1889):
o Voto censitário – Necessário ter uma renda mínima para votar e ser votado.
o Só podiam votar homens livres, maiores de 25 anos, católicos e com renda própria.
o Primeiros partidos: Conservador, Liberal, Progressista, Republicano.
o Participação política: +/- 1,5 a 3,0% da população.

• República velha (1889 – 1930):
o Eleições diretas para presidente, governadores e prefeitos.
o Só podiam votar homens alfabetizados com 21 anos ou mais.
o Voto aberto e voto de cabresto. ( manipulação dos eleitores).
o Partidos estaduais: Partido republicano paulista, mineiro, baiano, gaúcho,…
o Participação política: +/- 3,0% da população.

• Era Vargas (1930 – 1945):
o Criação da Justiça eleitoral, órgão público para organizar as eleições.
o Voto secreto e obrigatório aos 18 anos.
o Pela primeira vez no Brasil, aprovado o voto feminino. (em 1932).
o Durante o Estado novo (1937-1945) não há eleições, só nomeações.
o Participação política: +/- 6,5% da população.

• Período democrático (1945 – 1964):
o Eleições gerais diretas, quatro presidentes eleitos ( Dutra, Getúlio, JK, Jânio).
o Cédulas únicas e seções eleitorais fixas.
o Treze partidos políticos: PSD, UDN, PTB, PCB, …
o Participação política: +/- 22% da população.

• Regime militar (1964 – 1985):
o Eleições presidenciais Indiretas – Colégio eleitoral.
o Bipartidarismo: Arena (governo) e MDB (oposição).
o Governadores e prefeitos de capitais nomeados.
o Em 1979, pluripartidarismo: PDS, PDT, PT, PTB e PMDB.
o Em 1982 eleições diretas para governadores e senadores.
o Lei Falcão (1976-1984) proibição de debates políticos e propaganda eleitoral uniformizada.
o Senadores biônicos, com 1/3 do Senado nomeado pelo governo.
o Participação política: +/- 31 a 49% da população.

• Nova república (1985 – …):
o Pluripartidarismo, em 2012 haviam 29 partidos registrados na Justiça eleitoral.
o Eleições diretas para presidente a partir de 1989.
o Direito de voto aos analfabetos e voto facultativo aos 16 anos.
o Horário eleitoral gratuito na TV e no rádio (tempo proporcional ao tamanho do partido político ou da coligação de partidos).
o Eleições em dois turnos para presidente, governador e prefeitos em cidades com mais de 200 mil eleitores.
o É permitida uma reeeleição para cargos do poder Executivo.
o Em 2000 eleições totalmente informatizadas.
o Participação política: +/- 57,2 a 71,2% da população. ( em 2010, 136 milhões).

Obs: Presidentes eleitos na Nova república:

1989 – Fernando Color de Mello (PRN) – 35.089.998 de votos.
1994 – Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – 34.364.961 de votos.
1998 – Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – 35.936.382 de votos.
2002 – Luis Inácio Lula da Silva (PT) – 52.793.364 de votos.
2006 – Luis Inácio Lula da Silva (PT) – 58.295.042 de votos.
2010 – Dilma Vana Roussef (PT) – 55.752.529 de votos.
2014 - Dilma Vana Roussef (PT) - 54.501.118 de votos.


Aula 7. Partidos políticos e ideologias.

• Ideologia: É um grupo de ideias que motiva as pessoas a determinada ação, tem influência social. Nesse sentido podemos falar em ideologias: política, religiosa, racial, econômica, social,…

• Partido político: Grupo de pessoas unidas por uma identidade de propostas, ideias ou metas para aplicar seus projetos na administração da sociedade. Para disputar qualquer cargo político deve-se obrigatoriamente estar filiado a um partido.

• Espectro político brasileiro:

Esquerda: Propostas: Economia socializada (estatização), Estado forte e interventor, prioridade a politicas sociais.
 Correntes: Socialismo, social-democracia, comunismo, anarquismo,…
 Extrema-esquerda: PSTU, PCO, PSOL, PCB,…
 Esquerda: PC do B, PDT, PSB, PT,…
 Centro-esquerda: PSDB, PPS, PV,…

Direita: Propostas: Liberalismo econômico (privatização), estado mínimo, prioridade a políticas econômicas.
 Correntes: Nacionalismo, democracia-cristã, liberalismo,…
 Extrema-direita: PR, PT do B,…
 Direita: Dem, PP, PSDC,…
 Centro-direita: PTB, PSL,…

Centro: Propostas: Os partidos de centro normalmente propõem mesclar propostas da direita e da esquerda, se afastando dos extremos.
 Centro: PMDB, PSD, PSC,…


• Classificação dos 32 partidos políticos brasileiros:

o Maiores: PT, PMDB, PSDB.
o Grandes: PSB, PP, PSD, PR, PDT, PTB, DEM.
o Médios: PRB, SD, PSC, PROS, PC do B, PPS, PV, PSOL.
o Pequenos: PHS, PTN, PTC, PMN, PRP, PSDC, PEN.
o Micros: PT do B, PSL, PRTB, PCB, PPL, PSTU, PCO.

Obs: O critério usado para classificar os partidos foi o número de políticos ocupando cargos nos poderes executivo e legislativodas esferas federal, estadual e municipal.
(Fonte: Almanaque Abril 2015.)

Resumo Filosofia 2º médio ETIP (1º trim)

Aula 1. O exercício do filosofar e as áreas da Filosofia.

• Filosofar é refletir, indagar, duvidar, criticar, argumentar, porém não basta apenas soltar livremente o pensamento, é preciso entender a filosofia como organização sistemática do pensamento, com método próprio de investigar.

• A Filosofia é uma reflexão que deve ser: Rigorosa, Sistemática e Consistente.

Obs: Ler textos da apostila 5, páginas 2 e 3.

• As áreas da Filosofia:

1. Filosofia/teoria do conhecimento = Estuda as origens e as características do conhecimento humano, como conhecemos? Quais os fundamentos do conhecimento?

2. Filosofia da ciência/ Epistemologia = Estuda as características do conhecimento científico, seus métodos, procedimentos e validade.

3. Ética e moral = Estuda os valores e as regras morais, incluindo a consciência moral, a liberdade de escolha e a responsabilidade.

4. Estética = Estuda a natureza e o valor das artes e do conceito de beleza, da harmonia das formas e do prazer estético.

5. Filosofia política = Estuda as relações de poder, as formas de governo e suas implicações, abrange os conceitos de cidadania, democracia, Estado.
Obs: Para os itens acima, ler texto da apostila 5, página 4.

6. Lógica = Estuda os tipos de raciocínio, a validade deles e as regras utilizadas para verificar a verdade ou a falsidade das ideias.

7. Metafísica = Estuda o ser, a essência das coisas, os fundamentos e as causas da realidade.

8. Filosofia da História = Estuda os fundamentos das várias concepções de história, da evolução da cultura humana e da noção de progresso.

9. Filosofia da linguagem/ analítica = Estuda os limites e as possibilidades das várias formas de linguagem e dos processos de significação, expressão e comunicação.

10. História da Filosofia = Estuda as origens, os períodos, os conceitos e as teorias produzidas pelos filósofos.

Extraído de: Chauí, Marilena. Convite à filosofia, Ed. Ática, São Paulo, 1995.


Aula 2. Introdução à Lógica clássica.

• A expressão “é lógico que…” indica para nós e para a pessoa com quem estamos falando que se trata de uma coisa evidente, óbvia, e portanto inquestionável.


• As palavras lógica e lógico ( origem grega: palavra, razão) são usadas por nós para significar:

o Uma inferência: Se conheço algo, posso concluir que…
o Uma coerência: Se algo é assim, então é preciso que…
o Uma não contradição: Se algo é assim, não é possível que não seja assim.
o Uma conclusão: Para entendermos algo é preciso conhecer seus antecedentes.

• A Lógica foi criada na Grécia antiga por Aristóteles (384 – 321 a.C.) como um instrumento para verificar a validade dos raciocínios, foi chamada por ele de Filosofia analítica.

• As principais características da lógica são:

o Instrumental = É um instrumento para pensar corretamente.
o Formal = Ocupa-se com a forma do raciocínio e não com o conteúdo.
o Normativa = Fornece princípios, leis e normas do pensamento verdadeiro.
o Doutrina da prova = Permite comprovar a veracidade de um raciocínio.
o Geral e atemporal = É universal e necessária, portanto exata.

• A Lógica formal tem por objetivo estudar as proposições, que são frases que expressam um juízo, que é o ato de concordar/discordar, afirmar/negar algo. Por exemplo:
o Susana é professora. ( S é P, onde S = sujeito e P = predicado).
o Alexandre não é casado. ( S não é P).

Obs: Ler texto da apostila 5, página 6.

Aula 3. A Lógica Aristotélica.

• O elemento básico da lógica de Aristóteles é o Silogismo (raciocínio), que se constitui de:

o 1ª premissa - Todo homem é mortal.
o 2ª premissa - Sócrates é homem.
o Conclusão - Logo, Sócrates é mortal.

• Sendo que a conclusão deve, necessariamente decorrer da combinação das duas premissas, que precisam ser evidentes por si mesmas.

• Os três princípios lógicos fundamentais:

Princípio de identidade = Um ser é sempre idêntico a si mesmo.
( A é A) ou ( A = A).
Princípio da não-contradição = É impossível que um ser seja e não seja idêntico a si mesmo ao mesmo tempo e na mesma relação. (A é A e A não é A = impossível).

Princípio do terceiro excluído = Dadas duas proposições com o mesmo sujeito e o mesmo predicado, sendo uma afirmativa e outra negativa, uma delas é necessariamente Verdadeira e a outra necessariamente Falsa, não havendo uma terceira possibilidade. ( A é A ou A não é A)

• Exemplos:

o Todos os gatos são animais.
o As aves são animais.
o Logo, todos os gatos são aves.
(Incorreto, pois fere o princípio de identidade.)


* Nenhum professor é bonzinho.
* Asdrúbal é professor.
* Logo, alguns professores são bonzinhos.
(Incorreto, pois fere o princípio da não-contradição.)


Aula 4. O quadrado dos opostos da Lógica medieval e o silogismo científico.

• Os lógicos medievais criaram uma figura conhecida como o quadrado dos opostos, que busca sistematizar as relações entre proposições, ou seja, como se relacionam entre si os quatro tipos básicos de proposições.







OBS: Nos casos das proposições contraditórias, quando uma é verdadeira a outra é sempre falsa, e vice-versa.


O silogismo científico.


• Para que um silogismo possa ser considerado válido ou científico deve obedecer quatro regras, conforme elas as premissas devem ser:

o Verdadeiras – E não apenas possíveis.
o Primárias – Indemonstráveis, óbvias.
o Inteligíveis – São evidentes, entendíveis.
o Causa – Causa necessárias da conclusão.

Exemplos:
1ª premissa – O todo é um conjunto inteiro. (verdadeira, óbvia e entendível)
2ª premissa – O conjunto inteiro é formado por partes. (verdadeira, óbvia e entendível)
Conclusão – Logo, o todo é maior do que as partes. (surge da combinação das premissas)

1ª premissa – As retas r e p são paralelas. (verdadeira, óbvia e entendível)
2ª premissa – As paralelas nunca se tocam. (verdadeira, óbvia e entendível)
Conclusão – Logo, as retas r e p nunca se tocam. (surge da combinação das premissas)

Aula 5. A lógica simbólica.

• A matemática possui símbolos próprios, inconfundíveis, universais; a Lógica também deveria ser uma linguagem perfeita, totalmente purificada das ambiguidades da linguagem cotidiana.

• Segundo o alemão Leibniz e o inglês Hobbes, “o raciocínio é um cálculo”, ou seja, quando raciocinamos, simplesmente somamos, subtraímos, multiplicamos ou dividimos ideias, cabendo à Lógica estabelecer as regras universais desse cálculo.

• O matemático alemão Gottlob Frége (1848/1925) contruiu uma linguagem simbólica artificial baseada em símbolos e regras gerais.

• Símbolos:
o Ʌ = e.
o V = ou.
o → = se … então, ou implica em…
o ↔ = se e somente se…
o ≈ = não.
o Є, Ɇ = pertence, não pertence.

Exemplos:
Todo homem é mortal. ( A Є B)
Sócrates é homem. ( X Є A).
Logo, Sócrates é mortal. (X) ( X Є A) ( X Є B). (Lê-se: para todo X, X pertence a A implica que X pertence a B).

Se Deus existe, o mal não existe.
Mas, o mal existe.
Logo, Deus não existe.

(A ≈ B), (mas B) (logo, ≈ A).

• A lua é quadrada e a neve é branca. (A Ʌ B).
• A lua é quadrada ou a neve é branca. (A V B).
• Se a lua é quadrada então a neve é branca. ( A B).
• A lua é quadrada somente se a neve é branca. (A B).
• A lua não é quadrada. (≈ A).

Aula 6. O cálculo proposicional.

• A lógica moderna transforma uma proposição em uma equação entre um sujeito e um predicado.

• O cálculo proposicional consiste em estabelecer os procedimentos pelos quais podemos determinar a verdade ou a falsidade de uma proposição, de acordo com sua ligação com outras proposições.





Aula 7. Organização do pensar.

• O exercício do pensamento produz ideias que podem vir da intuição ou do raciocínio, o raciocínio lógico adota alguns procedimentos:
- Dedução, indução, análise, síntese e analogia.

OBS: Para uma explicação mais detalhada ler o texto da apostila 5, páginas 12, 13 e 14.